Nicole narrando Acordei cedo, como sempre. O corpo ainda parecia flutuar, entre o cansaço e a ressaca de uma noite que tinha sido tudo… menos comum. Abri os olhos devagar, a cabeça um pouco desnorteada, os músculos doloridos, como se eu tivesse voltado de uma luta intensa. E, de certa forma, foi. Mas uma luta daquelas que ninguém quer vencer — só se entregar. Quando virei pro lado, ele ainda estava lá. Deitado na cama, completamente largado, o corpo pesado, relaxado, como se o mundo tivesse parado pra permitir que aquele homem descansasse depois de me possuir a noite inteira. O sorriso escapou dos meus lábios sem eu nem perceber. Foi instintivo. Natural. Porque lembrar do que a gente viveu — do que a gente fez — era inevitável. Aquele homem me desmontou em todas as camadas possíveis. E

