Capítulo 127

1934 Words

Feijão narrando Depois que ela saiu, eu fiquei em silêncio por alguns minutos, encarando a fumaça do meu cigarro dançar no ar, como se me entregasse respostas que nem o tempo soube me dar. — E aí, Urso… — soltei, com a voz mais grave do que eu pretendia — tu confia nela? Ele demorou. Não respondeu de primeira. Ficou me olhando como se tentasse ler nas entrelinhas o que eu queria ouvir. Mas eu não queria ouvir o que ele achava. Eu queria ouvir o que ele via. E Urso… ele vê. — A Débora é mais casca do que muita frente que tá nas bocas por aí. Ela passou por coisa que tu nem imagina. E ainda tá de pé. Isso já diz muito. É só dela ter tido peito de subir aqui já diz muita coisa. Ela nunca deu ousadia pra ninguém, e quando teve que segurar as pontas, ela segurou. Apesar do tigre ser um fu

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD