Felipe narrando Eu nunca dirigi com tanto sangue nos olhos. A gente saiu a milhão assim que eu consegui rastrear a localização daqueles comédia através da chamada do tigre com a Débora. Eu não deixei ela ir, de jeito nenhum. Ela tava em frangalhos, descontrolada, e uma cena dessas não era pra ela ver. A gente precisava de sangue frio, de frieza, de mira firme e sem hesitação. Eu tava no carro com os meus seguranças, o Urso e o JN foram no outro, todos armados até os dentes. O Feijão, o Zé e os seguranças deles seguiram logo atrás. Parecia operação de guerra. Enquanto o carro rasgava a pista, eu só via a cara daquele desgraçado do Tigre. E eu repetia pra mim mesmo: “Hoje tu morre, seu filho da p**a. Hoje tu vai pagar tudo.” Minhas mãos suavam no volante, meu maxilar travado. O som do rá

