Um
Todo erro é cometido pelo prazer ou pela curiosidade.
Ravenna Medlin.
"Hoje foi encontrado, na lagoa das Flores, mais um vítima de feminicídio ,essa é a quinta nesses últimos trinta dias, a jovem aparentava ter aproximadamente vinte anos, cabelos ruivos, pele branca, estava despida, dificultando a sua identificação, porém o seu corpo continha marcas no pescoço, no colo, no abdômen e a virilha estava com tons roxeados. No entanto, a crueldade cometida contra a vítima, deixa uma pergunta no ar. O que leva um ser humano a esse papel inescrupuloso, doentio e sado?As autoridades disseram que vão investigar o caso e o laudo da perícia sairá em trinta dias."
- Me chamo Elisa e você?
- Não iremos nos casar, bonequinha. Então, abre logo essas pernas quero receber pelo que paguei.
- Calma...
Sinto um tapa deferido na minha face, esse homem parece ser louco, vou fazer o programa e ir pra casa.
- Eu paguei caro, pra f***r e quero f***r, p**a não fala, p**a não tem direito a nada, só de fazer o que eu quero.
Ele passa a língua na minha face, fico com nojo, daquela situação, aí me recordo que tenho o aluguel para pagar daqui a quinze dias.
- Abre as pernas, v***a, vou enfiar minha mão toda entre suas pernas..
- Não. Eu não faço fisting.
Ele me dá outro tapa na face, esse cara só pode estar drogado.
- Eu paguei e vou fazer e se acaso não deixar, eu a mato.
Ele tira um canivete e me mostra, que vida sem graça essa a minha, depois que papai viu, eu transando com o George, fui expulsa de casa e o anormal do "meu namorado" não me deu guarita e vim acabar nas ruas e para não passar fome, faço programas.
Ser posta pra fora de casa com quinze anos sem direito a nada, dá nisso. Perdi tudo e nas ruas conheci dona Célia, que me ajuda para conseguir clientes e acolhe na sua pequena casa, com mais cinco meninas e um menino. Ela não explora a gente, nós que ajudamos ela, pois os filhos a abandonaram por ser usuária de drogas.
Esse cara tá me machucando muito, ele enfia a mão com força, eu não tenho costume de fazer assim, sei que depois não vou aguentar trabalhar.
- Por favor, está me machucando.
- Eu já mandei calar boca se não quisesse ser prostituta estava em outra vida, agora aguente as consequências.
Meu corpo começa a tremer e não é de prazer, sinto gosto de sangue na boca, os olhos reviram, será que estou morrendo, esse cretino é um monstro e está me matando com essa violência s****l e física, pois a outra mão, ele fica apertando meu corpo, parecendo que sou pilão de café, ele tira a mão de dentro de mim, mais continuo me sentindo fraca, quase desfalecendo.
- Não dorme sua sem valor. - Meu corpo é sacolejado. - Agora vai pôr tudo na boca e não morda se não a mato.
Ele não tem nada avantajado, deve ser por isso que é ogro e e******o, e fica se valendo da força que tem e das ameaças que impõe.
Começo permitir suas investidas na minha boca, mais na verdade quero sair daqui, minha carne está doendo demais e não quero ser humilhada por esse energúmeno.
- Chupa, abre a boca inferno, recebe o meu m****o, sua sem valor, eu não beijo boca de prostituta e nem chupo o que tem entre as pernas, vocês são ridículas, podres, fedidas.
- Então, o porquê que paga o programa se gosta de humilhar?
- Não te perguntei nada, a sua única obrigação é calar a boca e permitir que eu faça o que eu quiser com o seu corpo.
- Eu devolvo o seu dinheiro e a gente finge que nada aconteceu, eu desisto do programa.
Ao me afastar, desse homem quando estou me levantando, sinto um chute entre minhas pernas, que o meu corpo cai no chão duro e frio.
- Aqui você só sai depois de uma hora que eu paguei e nem tem meia hora que comecei, mulher nenhuma manda no que devo fazer.
- O senhor, não terá prejuízo, eu dou dinheiro a mais e ficamos quites.
- Imunda.- Minha cabeça gira, do murro que ele desfere entre minha orelha e o pescoço.
- Para, eu imploro, eu te dou tudo que tenho.
- As prostitutas como fazer têm que sofrer, certamente irá desfazer de mim, para seu grupinho de fedidas...
- Eu mudo de cidade, se assim desejar eu só quero ir embora, deixe-me ir, please.
Sou arremessada na parede e sinto que chegou meu fim. Ele me chuta várias vezes, as pesadas na cabeça, sobe com um pé na minha barriga, pega o cinto e me castiga, até ver minha pele com calombos de tanta agressão. Mija na minha pele que sinto arder, mais estou tão fraca para me defender, que meu corpo é arrastado pelos meus cabelos ruivos, pintados por dona Célia que diz que pareço uma boneca de louça, meu corpo não reage, sinto suas entocadas com sua mão, esse monstro me machuca, me abre mais e mais, minha boca começa a sair sangue e pelo nariz também, os olhos estão ardendo, preciso levantar, mais sinto uma penumbra, tudo desacelerando, o corpo não me obedece e a escuridão me abraça.
- Levanta libertina para de dar show, ainda falta muitas posições, vamos, levanta sua imunda para de fingimento, ainda me deve vinte minutos, para saciar minha a primeira vez, para a sua informação, vou pôr a camisinha e assim comerei sua carne entre as pernas e comer atrás e irei enfiar minha mão também, quero ouvir gritos, pedidos de clemência. Detesto mulher fresca. Puxo o corpo e não vejo se mover, olho pra aquela mulher e não existe vida. Eu ceifei sua vida.
Sinto um prazer inenarrável e começo a me tocar, lembro que meu pai me deu dinheiro e me incentivou a fazer do jeito que mulher gosta de pegada, que homem de verdade faz com força e a maioria das mulheres ficam atiçadas para sempre querer mais, mais e mais.
Mas, se eu quiser falar que tenho trinta anos todo mundo acredita, eu já tenho barba suficiente para enganar quem a me interessar.
Tenho que me livrar desse corpo, minha idoneidade é celibato pela cidade inteira, o filho perfeito que entrou na faculdade com apenas quinze anos, muitas mães me parabenizam e não será por um pequeno deslize, e de uma qualquer, que irei ser ridicularizado. Meu futuro está todo planejado.
Ainda bem que temos essa casa fora do centro urbano, vou queimar as roupas dessa imunda e a jogarei nua na lagoa das Flores e depois alguma alma bondosa a encontrará e será aquele alvoroço. Povo hipócrita, ninguém quer ter uma filha prostituta, mais quando matam uma fazem textos nas redes sociais, contra o feminicídio.
E em seguida irei para casa do meu "best friend", fazê-lo de cúmplice, irei dizer que estava sem graça sair sem meu irmão que admiro muito, já que hoje é nosso aniversário e ele inocentemente vai acreditar, entretanto, torço para aquela gostosa da Lívia, esteja com ele e se César ainda não a fez se ajoelhar, eu farei.
A lagoa está deserta já dei cinco voltas, para me certificar que não corro risco de ser identificado, vou fazer isso rápido, pego a ruiva desfalecida ou morta, agora não importa, não suportaria ter um escândalo dessa magnitude que envolva meu nome, já basta meus problemas com drogas, meus pais me dão tudo, nunca me faltou nada, tenho os melhores pais da galáxia, mas quem não ama um perigo, causar dor nas pessoas, me deixa em puro êxtase e com certeza essa noite não será esquecida.
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#Na casa de César#
- César.
Chego da porta e grito, ainda está cedo, o bairro é bem iluminada, a maiorias das casas foram projetadas para serem iguais, uma cerca pequena na frente, jardim com gramas e flores rasteiras, um portão e uma janela grande a frente, para dar um ar de um lugar bem familiar.
- E aí, cara. Que milagre é esse em plena sexta feira na minha humilde residência?
- Mas, moço. Vim ver meu amigo e saber se já pegou a Lívia.
- Getúlio, isso é modos de falar de uma mulher? E até parece que é o bambam, nem teve ainda sua primeira vez.
- César tu é gay. Pega logo essa menina, ela tá alvoraçada pra dar... e vc sabe o quê.
- Para Getúlio, minha mãe fez bolo de coco com geleia de ameixa, porém não fale suas idiotices perto de dona Clotildes.
- Sou um gentlaman.
Entramos sinto que tia Clô, não me suporta, porque já quebrei o braço do César quando criança e pus a culpa no mesmo e ele afirmou.
Sempre faço essa chantagem, se ele falar a mãe dele não vai deixar sermos amigos e como ele é muito meu amigo, já fala que me ama como um irmão. Ele me acoberta nos meus erros.
Desde os nove anos fumo maconha e desde os onze já me drogo com cocaína, meus pais me levaram em um psicóloga gostosa de arrepiar, eu saía da sessão e ia me tocar, aquele mulher de cheiro do que sabe como faz, me enlouquecia, ela falava com a voz mansa, um sorriso pecaminoso só de lembrar algo fica bem rígido.
- Quer bolo, Getúlio?
- Tia Clô, quem rejeitar suas delícias, não é da terra.
A conversa fica aleatória, os assuntos são diversos e não recebo nada de notificação sobre a v***a. Óbvio que quando marquei pelo celular, não dei meu nome de verdade e menti sobre o endereço que a levaria e meu número está totalmente restrito.
- E os estudos Getúlio? - Saio do meu devaneio.
- Começo na próxima semana, fazer meu curso Direito, gabaritei a prova, a melhor redação, não tinha como ser reprovado.
- Que bom! Espero que seja feliz no que almejar - Tia Clô fala.
Sorrio e como bolo que está divino, sinto um cheiro de ervas se aproximando quando olho César está abraçando a Lívia, e eu já imagino sendo minha. Ela malmente me cumprimenta e fica com olhar de apaixonada pelo César, que é um zero a esquerda e não sabe chegar do jeito certo.
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*LÍVIA*
Que pena que esse amigo do Ceck está aqui, não confio nessa criatura, ele não tem uma cara confiável, emana "problemas". Desde criança, já aprontava, não entendo porque meu amigo, ainda insiste nessa amizade. Dou um abraço em tia Clô, que também não está satisfeita com essa visita inesperada.
César me pedi para ir ao seu quarto e pegar algo em cima do criado mudo, ao entrar no quarto percebo que seja um presente para esse Getúlio.
Fomos em uma loja super cara da cidade pra comprar esse relógio, se eu soubesse que era pra esse falso, não tinha deixado nunca. o César ter comprado, esse cara nunca deu nenhum presente para o Ceck e ambos fazem aniversário no mesmo dia, entretanto, ele ofereceu coisas ilícitas, para o cara que ele chama de "amigo".
O Ceck tem que parar de ser muito amigo desse cara, qualquer dia o colocará em uma situação irreversível e não terá como ajudá-lo.
Volto para a sala e entrego o pacote ao César.
- Não sei que milagre que meu amigo que amo, está aqui na minha casa, na data do seu aniversário, que também é o meu. Então, aproveito parabenizo e espero que goste dessa lembrança, ia entregar na escola na segunda, como sempre foi, mais a sua vinda foi providencial.
- Quem tem um Ceck na vida têm tudo. Obrigado, cara.
Sei que César é assim carinhoso com todos no entanto, esse Getúlio não merece nada, é um homem grosso, e******o, bateu em uma menina na escola, porque ela não quis ficar com ele, é hostil com as meninas que são gordas, sendo um energúmeno incoerente sem escrúpulos e sem respeito por ninguém, sinto pelo César porque a cara do Getúlio não foi de gratidão e sim de desprezo.
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