Assim que girei a maçaneta de ferro e abri a porta de madeira fazendo-a ranger, me deparei com uma figura estranha, um homem para se mais exata, de certo modo era estranho ter alguém ali, e de fato, era como me sentia, a casa estava a venda e acabamos de compra-la, era para supostamente estar vazia.
Como o dia já havia ido embora e deu espaço para a noite, não consegui ver quem era e muito menos como ele era, a lua, mesmo em todo o seu esplendor, iluminava apenas uma parte daquela figura desconhecida, a outra parte permanecia no escuro e misteriosa, porém, dava a entender que a figura estava de costas, como se observasse melancolicamente o local. Sua estatura, não muito mais alto que eu, me fazia ter a impressão de que tínhamos a mesma idade, e mesmo naquela escuridão, era possível ver traços de seus músculos nas costas, isso de certo modo me instigava e chamava bastante a atenção. Assim que notei que estava de boca aberta eu a fechei imediatamente, quando ele notou minha presença, a figura se virou imediatamente para mim, como em um impulso impensado, eu fecho a porta apavorada, ao abri-la novamente percebo que já não havia mais nada ali, para não correr perigo, eu procurei embaixo da cama e no banheiro, sim a casa era tão grande que não só havia banheiro na cozinha como mais três em três cômodos, quando terminei a procura, notei que não havia ninguém além de mim, como seria normal de alguém sã, assumi que fosse tudo de minha cabeça, talvez o sono, medo do tamanho da casa, alucinação... Tá a única coisa que cabe nesse... fato estranho é eu estar cansada e com sono.
Despistando os pensamento e outras coisas que pudesse domar minha mente, andei em direção ao banheiro e tomei um longo banho que, sinceramente, não dava vontade de sair, mas eu me obrigava, no dia seguinte já tinha escola.
Quase que me esqueço, tenho um irmão mais velho, ele tem 18 anos e mora com a gente, ele é legal e coisa e tal, ele é meio s****o, e como não leva garotas lá pra dentro de casa ele fica tentando fazer "brincadeirinhas" comigo, é meio chato isso, imagine que normalmente irmãos tem medo de ver irmãs peladas ou algo do tipo, meu irmão não, ele insiste em achar uma má hora para vir me chatear, mas fora isso, ele é uma boa pessoa. Quando saio do banho, meu irmão que estava espreita aparece e consegue me ver pelada, como reação e a vontade de não deixar barato, ele acaba recebendo um t**a na cara. Bem feito.
- legal, finalmente conseguiu o que queria. Agora, pode me deixar em paz Felipe? - irritada, falo em um tom grosseiro e já enrolada em uma toalha, eu cruzo meus braços, decepcionada.
- ainda não consegui tudo o que eu queria não - ele me olha, da um sorriso malicioso e suspira - não tem por que esconder seu corpo de mim, eu não irei fazer nada, e aliás, você tem um peitão e uma b***a que vou te contar, fiquei de boca aberta - Felipe falou olhando para meus s***s. Nojento como sempre.
- por que será que eu não mostro meu corpo para o MEU irmão hein? - falei com um sorriso irônico, enfatizando a palavra "meu" - sai Felipe, eu preciso me trocar e você não está deixando - falo tentando o expulsar.
- ah! qual é! você é minha irmãzinha - falou me empurrando contra a parede gelada - não tem por que ter medo.
- eu já falei pra sair daqui - m*l terminei a frase e dei uma joelhada naquele lugar que é tão precioso.
- ai Sabrina! você não sabe mesmo brincar não é? - meu irmão falou se contorcendo de dor e abrindo espaço para eu sair.
- com você, não sei mesmo brincar, agora sai. Vamos - falei o empurrando para fora do banheiro e me sentindo orgulhosa por conseguir me defender.
Finalmente, paz. Coloco, então, minha toalha em cima do box e vou escovar os dentes, quando eu levantei a cabeça depois de enxaguar a minha boca, eu vejo alguém atrás de mim, não estava nítido mas parecia ter uma camisa vermelha com coisas pretas, uma jaqueta de couro, e cabelos escuros e... Não... Ele estava olhado pra mim. Assustada eu me viro e para o meu alívio, não havia ninguém, confusa, eu voltei a olhar para o espelho, devo estar em um nível de cansaço enorme para imaginar tanta coisa. Assim que me acalmo, lavo meu rosto e o seco.
Sai do banheiro já vestida em um pijama, deito-me na minha cama e fico pensando na possibilidade de eu estar louca, procuro retirar essa dúvida de minha mente, pois eu havia percorrido um longo caminho até aqui. Sem muita demora, o sono me fisga e eu acabo adormecendo e apenas acordando de madrugada para virar, vejo que a mesma figura do banheiro estava ali, mas meu cansaço me domina mais do que outra coisa, então retorno ao meu sono.
Acordo com o sol batendo na cortina de tom vermelho, mas seu tecido era transparente, viro-me então, para pegar o meu celular, quando o ligo vejo a minha ofuscante tela com um plano de fundo de um gato ssgurando um cartaz com a seguinte frase: " SURTEI E ATIREI NA DONA CHICA " olho para as horas e me surpreendo, eram 7 horas, sol estava raiando lindamente e eu por um milagre acordei cedo, coloco meu celular devolta ao lugar que ele estava e me viro para a cortina e aquela figura estava lá, me observando, em um susto, me levanto e sento-me na cama rapidamente, esta proeza me fez ficar tonta em um nível do qual achei que fosse desmaiar assim que minha visão começou a escurecer-se, dentre tanto, logo voltou.