Capítulo 8
Ester narrando
Eu subo para o quarto e encontro as minhas coisas no corredor, então eu junto tudo e volto para o quarto que Joca tinha me colocado, tenho apenas alguns dias aqui e estou de tudo que é forma pensando em uma forma de sair do morro, mas Joca foi bem tenso em suas falas, que ninguém me deixaria sair daqui antes de pagar a dívida do meu irmão, eu já liguei para aquele filho de uma égua, umas milhões de vezes e ele não em atende, simplesmente me ignora e até me bloqueou no w******p.
Eu iria pegar João Pedro e fazer ele comer o pão que o d***o amassou, meu pai sempre disse que meu irmão era ambicioso de mais e que não estaria nem aí se um dia ele tivesse que prejudicar a própria família para favorecer o seu lado e foi isso que ele fez, ele me jogou aqui dentro desse morro em troca de sua divida, eu poderia expor ele, nas redes sociais, falar onde eu estou, mas com todos esses homens gostosos mas ao mesmo tempo armado, eu que não iria correr esse perigo.
Eu não tinha visto mais Sampaio ali na casa, ele deveria estar em seu quarto, mas hoje era dia de baile e eu vi todo mundo comentando sobre isso.
— Ester – Kayanne fala.
— Você viu Sabrina?
— Ela deve estar no salão, ela ajuda Alana e a irmã dela lá de vez enquando.
— É só descer o morro né – eu falo
— Sim. – ela fala – só ir descendo que você vai encontrar o salão lá na frente da quadra.
— Valeu.
Kayanne era legal, era mãe do grosso do Sampaio e da Sabrina, nem pareciam que eram parentes de Sampaio, um homem totalmente rude e grosso, até colocou a arma na minha cabeça, mas confesso que até gostava de homens assim e que Sampaio faria o meu tipo bem fácil.
Eu chego no salão e encontro Sabrina ajudando Alana realmente ali.
— Olha quem apareceu – Alana fala
— Oi – eu falo sorrindo – estava procurando você Sabrina, sua mãe disse que estaria aqui.
— Vem , vamos hidratar seu cabelo, está h******l – Alana fala
— Nunca liguei muito para isso.
— Mas deveria, seu cabelo é lindo – ela fala me fazendo sentar.
— Vocês vão no baile? – eu pergunto
— Logico – Sabrina fala
— Ah, eu não sei – Alana fala – provavelmente que não.
— Porque?
— Eu fui aquele dia porque Sampaio não estava, mas agora com ele voltando – ela fala – é melhor eu ficar na minha , já tentou falar comigo.
— Sério que ele tentou? – Sabrina pergunta
— Sim, mesmo eu falando que não quero que ele se aproxime.
Eu fico meio perdida na história mas vendo que ela ficou meio chateada, eu resolvo ficar na minha e não falo nada, ela apenas faz a hidratação do meu cabelo e ficamos conversando coisas aleatórias.
— Você deveria ir – eu falo para Alana – você é linda, maravilhosa. Vai baixar a cabeça para homem? – ela me olha – eu não abaixaria, sério. Não deveria baixar, ainda mais por aquele homem ignorante e grosso.
— Já encontrou com ele? – Sabrina pergunta
— Me colocou a arma na cabeça me ameaçando por causa do meu irmão.
— Sampaio sendo Sampaio – Alana fala – ele nunca muda. Eu vou pensar se eu mudar de idéia eu vou.
Capítulo 9
Sampaio narrando
Eu entro no camarote já encontrando todos ali.
— A noiva atrasou de novo – Joca fala
— Vão a m***a, estava cansado pra c*****o e ai chego no morro só estresse.
— Ele tá bolado – HT fala
— Com o que? – Jeff nosso parceiro e dono do morro da rocinha pergunta
— Com a presença da filha do JP – Joca fala
— Não é para menos. Essa garota aqui vai nos dar dor de cabeça.
— Ela é gostosa pelo menos – Cerro fala.
— Como se isso fosse tudo. – Eu falo acendendo um baseado.
— E ele? – Jeff pergunta – que fim deu?
— Pagou a dívida entregando a irmã e o Joca aceitou, agora deve ter sumido, desaparecido para qualquer lugar fugindo do tio né, porque quando ele souber.
— A garota vai pegar a herança – Joca fala – e depois ela vai embora.
— Quanto tempo? – Jeff pergunta
— Alguns meses – Joca responde
— Alguns meses – eu respondo balançando a cabeça – olha, isso é inacreditável
— Para de chorar Sampaio – Joca fala. – Vai morrer cedo, vive estressado.
— Você me deixa estressado, deveria ser o responsável, você é meu tio, mas não é o mais irresponsável da turma. – Joca começa a rir.
As bebidas começam a chegar, as drogas são distribuídas pelo morro e cada vez vai enchendo mais e mais, o camarote vai enchendo também e logo chega Sabrina junto da Ester e Celia, elas vão em direção ao bar e começam a beber.
— Até que o probleminha vale a pena – Jeff fala.
— Vale? – eu pergunto – vale mesmo o problema com aquele filho da p**a do tio dela o Pedro Henrique? Eu acho que não.
— Vale – Joca fala – oh se vale – eu encaro ele encarando a garota.
— Deve ter aceitado porque tá louco para f***r ela – eu falo.
— Se ela quiser, eu não n**o – ele começa a rir.
Eles começam a zoar e falar da garota, do corpo e até que ela não era f**a não, elas começam a beber e dançar na pista de dança do camarote até o chão, dançar as musica sque tocavam, rebolar, b***a para cima, b***a para baixo e é claro que todas elas chamavam atenção, eu não dava muita bola para o que a Sabrina fazia, ela tinha a vida dela, se vestia como quer e dança como quer, não era paranoico dessa forma não.
Eu olho para Joca que estava babando na garota, eu olho para Ester dançando e rindo, como se ela morasse aaqui a tanto tempo , sem estar nem aí para nada.
Capítulo 10
Ester narrando
— E a Alana não vem? – eu pergunto para Sabrina e a Celia.
— Duvido – Sabrina fala – ela quer encontrar meu irmão não.
— O que, eles já tiveram algo?
— Deixa quieto – Sabrina fala – vamos continuar dançando.
Eu olho em direção a eles e vejo Sampaio nos encarando, assim como os outros, mas o meu olhar vai direto nele, não sei porque mas eu tinha encasquetado com esse homem, talvez foi o jeito bruto dele me segurar naquela escada e meus pensamentos já voaram longe.
— O que você quer ? – Sabrina pergunta
— Eu? – eu pergunto
— Sim – ela fala
— Eu quero dar e vocês? – elas começam a rir – o que foi?
— Você é maluca – Sabrina fala – estou falando da bebida.
— Ah da bebida – eu começo a rir e elas também.
— Tem muito homem gostoso nesse morro, se eu soubesse tinha subido morro muito antes.
— Vai achando – Celia fala – se envolver com esses traficantes é caminho sem volta, nenhum deles é bonzinho.
— E quem disse que eu quero homem bonzinho? Eu quero homem que me jogue na parede, em pegue pelos cabelos, segure no meu pescoço, aperta a minha b***a – elas me encaram – a não gente bater fofo ninguém merece.
— Ester você precisa ser estudada pela nasa – Sabrina fala
— Eu quero beber – eu falo pedindo para o garçom encher o meu copo.
— Sabrina poderia pegar lá o HT, ele é louco por ela.
— E porque não pega?
— Quero me envolver com bandido não – Sabrina fala
— Porque não garota?
— E outra HT – ela fala – é meu amigo desde a infância, tenho ele como meu irmão.
— E ele te ver assim? – eu pergunto para ela.
— Não, mas eu vejo – ela fala. – e isso que importa. E outra ele é gerente da boca melhor amigo do meu irmão e do meu tio.
— Eu pegava todos os amigos do meu irmão e do meu tio também – elas me encaram
— Senhor amado, você vai ficar careca dentro desse morro.
— Deus me livre – eu falo para Célia.
A gente continua dançando, eu quando bebo eu perco totalmente a linha, mas eu gostava, sempre gostei de beber, encher a cara, depois que meus pais morreram e que eu fiquei totalmente solta no mundo, isso só piorou, eu ia para festas de segunda a segunda, bebia, me drogava, transava e ia embora, não estava nem ai para vida, parece que depois da morte dos meus pais tudo perdeu sentindo, eu não queria ser mocinha fragilizada e nem nada, eu só queria ser a p***a louca da Ester.
— E Sampaio? – eu pergunto para Celia quando Sabrina se afasta para ir no banheiro.
— O que tem? – ela pergunta
— Tem fiel?´
— Já teve – ela fala – mas agora não tem mais e parece não querer ter, e quem vai querer se envolver com um homem que nem ele? Esquece ele, vamos dançar – ela flaa me puxando.
E eu continuo encarando ele e ele me encara.