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2646 Words
Capítulo 18 Joca narrando Sampaio estava um tanto quanto pensativo, o tempo todo vendo as câmeras que a gente tinha clonado pelo Rio de Janeiro todo e a gente tinha contato por aqui. Sampaio estava procurando qualquer pista de Kaue, ele estava totalmente cismado com isso, na verdade se fosse minha filha que tivesse sido morta, eu também procuraria até o final pelo assassino. — Você acha que ele vai estar no RIO de Janeiro? — Você sabe – Sampaio fala me encarando – que eu tenho certeza que ele tem algo com o irmão da Ester. — Porque não mostra uma foto dele para ela? – eu pergunto — Para a garota? — É – eu falo – se eles forem amigos, conhecidos de alguma data, provavelmente a Ester deve conhecer – ele me encara. — Não sei não, essa garota ela é perigosa e ardilosa. — Concordo – eu respondo e ele me encara – ela sabe porque está aqui e sabe o perigo que corre, então ela vai atirar para todos os lados. — Você comeu ela, não foi? – ele pergunta – mesmo sabendo porque está se envolvendo com você. — Isso não vem ao caso agora, conversa com ela – eu falo para ele – mostra a foto da Kaue, se ele for conhecido do JP, ela vai saber quem ele é. — Depois falo com ela por mais que eu não suporte essa garota – ele fala. – a única coisa que tem é aquele policial filho da p**a rondando o morro. — Jean? – eu questiono — Ele mesmo. — Precisamos falar com PEDRO Henrique – Eu falo — O dinheiro que ele ganha é bem alto – ele me encara – você manda o papo para ele, porque se não, a minha vontade é de rodar a família toda. — Tu tem uma p***a de uma vontade de m***r a família toda. — Tenho – ele me responde nervoso – e eu vou m***r, quero eliminar todos esses filhos da p**a. — Se você fizer isso, você pode arrumar uam guerra bem grande com os outros morros. — Estou cansado de ser o dono do alemão, chef da facção e ainda ser refém de um filho da p**a como Pedro Henrique que me incapaz de m***r filhos da p**a como JP – ele fala. Eu saio para fora e acendo um baseado pensando no que Sampaio fala, ele estava cada vez mais de saco cheio e uma hora ele iria explodir e tudo ia por água baixo. Capítulo 19 Ester narrando Eu paro na frente da quadra e me sento encarando as crianças brincando, era um bando de moleque sem camisa, queimados do sol, correndo de pé descalço naquele chão de cimento quente, mas os pés nem sentia mais o colar, porque já eram acostumados, as mulheres subindo com sacolas e vapores adolescentes de uns 14,15 anos com armas maiores que eles atravessados nas costas, uma realidade totalmente diferente da minha e da onde eu cresci. O meu jeito aqui é o meu jeito que eu sempre fui, mas jamais subi um morro, porque meus pais sempre me deram a liberdade ir e vir, mas um morro era proibido, eles sempre me falaram dos pergios e confesso que na minha cabeça talvez tenha alimentado um fetiche bem grande em relação a morro. Patricia me chamar de p**a ou querer insinuar isso não me ofendia, eu era livre, solteira e desimpedida, não tinha compromisso com quem, eu me envolvia com quem eu quiser, se tiver consequencia quem iria sofrer sou eu, agora o que eu não queria aceitar era o fato de ficar presa aqui por causa do filho da p**a do meu irmão, que simplesmente naõ me atende mais e nem tenho contato. Então resolvo responder a minha prima e perguntar por JP, mas duvido que ele ainda esteja no Brasil. O que me consola é que pego minha herança logo logo, mas para isso eu precisava arrumar uma forma de estar livre desse morro e desse lugar. Minha prima não me responde, então mando mensagem para Marcos o melhor amigo do meu irmão que logo me retorna, — JP não tá no Rio não – ele responde – e eu já sei o que ele fez com você. — Me deixou aqui nesse morro. — Estão te tratando bem? – ele pergunta — Até estão, mas não posso sair daqui para nada e eles querem a minha herança. — Eu tenho uma pessoa que pode te ajudar. — Não sendo o nojento do meu tio – eu respondo — Não é não – ele fala – é outra pessoa , que tem muito interesse no morro do Alemão. — Isso me coloca em perigo? – eu pergunto — Não – ele fala – confia em mim, vou falar com ele e te retorno. — Valeu Marcos. Eu guardo o celular e volto a cuidar o morro e observar as pessoas uma por uma ali sentada. Capítulo 20 Ester narrando — Tem pagode hoje – Sabrina fala — Onde? – eu pergunto — Na quadra, enche. — Hoje é segunda – eu respondo — Mas tem amiga – ela fala – aqui no morro o povo é feliz. — Você vai? — Obvio eu e Celila vamos – ela fala – Alana é capaz de ir porque Sampaio não curte pagode não. — Ah, vou mandar mensagem para ela. — Você tem o número Alana? — Tenho sim, ela parece ser bem legal já a irmã dela é uma cobra, me chamou de p**a achando que ia me ofender – eu falo para ela rindo – se ela me chamasse de amiga falsa, ai sim eu me ofenderia, agora de p**a. — Você é louca Ester. — Eu sou mesmo, se p**a é quem gosta de dar, então prazer p**a meu nome, Ester meu sobrenome. Eu pego uma roupa e começo a vestir. — Queria ter seu corpo para usar essas roupas – ela fala e eu passo o delineado bem forte. — Você é maravilhosa Sabrina. – eu falo para ela. — É – ela fala — Vai dizer que não? Você é gostosa – eu olho para ela – bonita, e posso falar uma coisa para você, eu ficaria com você na boa – ela me olha com os olhos arregalados. — Você fica com mulher? – ela pergunta — Já fiquei assim sabe em ménage essas coisas é bem comum. — Você faz isso? — Faço – eu falo para ela – minah filha topo tudo que entra e sai amiga – ela começa a rir. – to brincando, mas já fiz sim. — Você é bem apocalipitica. — Eu fiquei – eu olho para ela – depois que eu perdi meus pais as coisas só pioraram. — Se eles tivesse vivos, seria diferente? — Talvez sim, quem sabe estaria já cursando uma faculdade ou algo do tipo. — E porque mudou? – ela pergunta — A minha vida mudou totalmente – eu olho para ela – meu irmão, meu tio – ela me encara – deixa para lá, vamos falar de coisa boa. Estou pronta. Vamos? — Sim – ela fala. Eu olho o celular para ver se Marcos tinha me respondido mas nada, não tinha nem uma mensagem dele, então vamos para a quadra que já estava cheia. Eu estava vestindo um cropped e uma saia jeans, tinha feito uma trança no cabelo e estava de tênis branco. Olho de longe Joca conversando com HT e outros vapores e eu o encaro, realmente Sampaio não estava por aqui e nem sinal dele. — Alana – eu falo — Oi meninas. – ela fala sorrindo – está cheio por aqui hoje. — Lotou né – Sabrina fala – minha mãe já está ali com o crush dela – ela fala rindo — Quero te pedir desculpa pela Patricia – Alana fala — Relaxa. – eu falo para ela – não me ofendo. — Ei – Cerro fala se aproximando de nós – Sampaio quer falar com você Ester, é para você ir lá na boca. Eu olho para trás vendo Joca jogando truco, bebendo e fumando e nem olhava em minha direção. — O que o Sampaio quer com você? – Alana pergunta — Não sei. — É melhor ir logo – Cerro fala — Vou descobrir, já volto. — Ok – Alana fala. — Vai lá e volta logo – Sabrina fala. Capítulo 21 Ester narrando Eu entro na boca e ele me encara , ele estava sentado na cadeira. — Queria falar comigo? – eu pergunto para ele. — Sim – ele fala – se não eu teria mandado te chamar. — Nossa, você sabe que você grosso assim, me deixa ainda mais com t***o ? – eu falo parando do lado dele e ele me encara. — Senta lá – ele fala apontando para cadeira. — Eu vou ficar aqui, se você quer falar comigo, você vai falar comigo aqui – eu me encosto contra a mesa e acaba que minha saia levanta um pouco para cima. — Você está se achando de mais garota – ele fala nervoso e se levanta ficando de frente para mim, ele era um pouco mais alto e eu olho para ele. — Eu ainda nem me perdi para me achar, mas posso me perder em você – eu abro um sorriso e ele me olha com cara de tédio. – vai, desculpa. O que você quer falar comigo? — Seu irmão. — O que tem ele? – eu pergunto — Ele tem um amigo que eu quero saber se você conhece. — Conheço alguns amigos dele e alguns muito bem – eu falo para ele – vamos dizer d ecima a baixo, de baixo para cima. — Garota me escuta – ele fala nervoso – esse cara você conhece? Eu olho para a foto que tinha no telefone de Sampaio e estreito os olhos para ver melhor. — Não, mas confesso que eu ia adorar conhecer no meu quarto – eu falo sorrindo para ele. — Estou falando sério – ele fala – você tem certeza que você não conhece ele? — Como é o nome, talvez tenha escutado o nome dele. — Kaue – ele fala — Não – eu respondo rápido – eu nunca vi e nem ouvi esse nome, conheço o Marcos e alguns outros que era da faculdade, trabalham na empresa que era empresa, mas esse eu nunca vi. — Você tem certeza? – ele pergunta — Tenho, mas se você quiser, é só você me deixar sair do morro,q eu eu descubro se ele é ou não. — E eu tenho cara de o****o por acaso? — De o****o não, mas tem cara de ser um grande gostoso, mas já to achando que você é gay – ele me olha E eu coloco as minhas mãos sobre o seu ombro, uma fico segurando seu ombro e a outra eu desço pela sua camiseta. — Se você não é gay, você vai ter que me provar, porque todo mundo duvida disso? — Quem? – ele pergunta estreitando os olhos. — Eu e a minha opinião vale por todo mundo – eu falo ficando na ponta dos pés e encosto a minha boca na dele. Ele acaba cedendo o beijo e eu aperto a sua i********e, ele passa a sua mão por trás do meu pescoço firmando meu corpo contra o dele, mas a porta é aberta. — Sampaio – HT fala entrando – o policial es´ta rondando o morro. Ih FOI m*l. — Foi m*l anda, anda vaza ester – ele fala — É assim? — Anda garota, você tá querendo comer meu juízo, mas você não vale nada. — Eu sei essa é a intenção, não valer nada, enquanto eu estiver no morro, passar o rodo, depois nunca mais ninguém vai me ver mesmo – — — — q eu dou de ombros. — Não me olha assim Sampaio, você estragou minha f**a e eu estraguei a sua – Ht fala rindo. Eu volto para a quadra e Alana me encara. — O que ele queria? – ela pergunta – deveria querer saber de mim né. — Com certeza , ele quer isso – eu respondo – viu a gente junto e ai quer que eu fique dando informação de você, ele me odeia e eu jamais vou fazer isso. — Obrigada – ela fala sorrindo. Capítulo 22 Ester narrando A festa na quadra estava rolando e já era umas 2h da manhã, os traficantes todos estão jogando truco a horas e saia cada briga lá que era f**a. Eu vejo de longe Sampaio saindo da boca e subindo para casa. — Joca está de plantão hoje? – Pergunto para Sabrina já que ela sabia de tudo por causa do HT. — Está sim – ela fala – graças a Deus que não é HT. Assim posso ficar com ela. — Quem perde sou eu – eu falo sorrindo — Está ficando com Joca? – Alana pergunta – então é verdade. — Rolou ai uma vez no baile – eu falo sorrindo – ele é gostoso de mais, senhor amado. — Que fogo garota – Alana fala rindo — Eu sei porque sua irmã ficou p*****a comigo – ela me encara – ela tem uma queda por ele. — Patricia? – Alana fala encarando e pensativa – não, ela nunca disse nada. — Minha filha para ela se incomodar comigo só pode ser isso. — Não – ela fala – duvido que seja verdade, Patricia é dura na queda, sempre odiou que eu tivesse me envolvido com Sampaio. — Então ela sempre teve uma queda por Sampaio – eu falo — Tá maluca? – Alana pergunta – isso jamais, ela é minha irmã. Ester você bebeu de mais. — Dizem que quando a gente bebe, a gente fala a verdade. Bom, vou dormir estou cansada. Já que não vou dar hoje, vou para casa dormir. — Tá cedo mocreia – Sabrina fala — As vezes as piriguete também dorme cedo – eu falo rindo — Até mais Ester – Alana fala — Até – eu respondo. Eu vou pensando em Patricia enquanto eu subia para casa e pensando que essa ai poderia ser irmã da cobra. E entro dentro de casa, vou para o meu quarto e tomo um banho rápido, coloco uma camiseta comprida e saio do meu quarto, vejo luzes lá embaixo, eu estava sem calcinha porque odiava dormir sem calcinha e encontro Sampaio na cozinha, ele me encara com o copo de água na mão. — Achei que amanheceria no pagode – ele fala. — Achei que apareceria por lá. — Não curto pagode – ele fala me olhando – só baile funk. — Você gosta da macetada – ele começa a rir. — Eu acho que estou entendendo porque seu irmão te jogou aqui no morro em troca da divida dele, ele literalmente não te aguentava mais. — Meu irmão é um trouxa e eu concordo com você em ter ódio dele, porque eu também tenho. — Então, a gente concorda em algo – ele fala — Você sabe que concordamos em muito mais coisa – eu falo me aproximando dele e ele me encara. — E você vai ficar dando em cima de mim e do Joca dessa forma o tempo todo? Não quero te dizer nada, mas aqui dentro do meu morro, garota como vocês ficam carecas. — Não sou apegada a cabelos, nada que uma lace não resolva meu problema e sobre dar em cima, esse é o menor dos problemas , eu posso dar para os dois ao mesmo tempo ou para um de cada vez, vocês escolhem – eu abro um sorriso encostando a minha boca na dele.
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