Capítulo 25
Sampaio narrando
Eu chego na boca e encaro Joca.
— Pulou cedo da cama – ele fala
— Se você quiser ir, pode ir descansar.
— Já vou – ele fala – antes, o tio da Ester e do JP mandou mensagem.
— Eu vou encontrar com ele – eu falo
— O que você vai fazer?
— Negociar – eu respondo
— Negociar o que? – ele pergunta
— Você não quer se ver livre dele? – eu pergunto para ele – enfim nosso morro ter paz.
— O que você pretende? – Joca pergunta
— Vamos negociar a Ester.
— Como? – ele pergunta
— JP mandou ela para cá porque sabe como ela é – eu falo para ele – sabe que ela é afrontosa, respondona, que iria querer se envolver com a gente para sair fora e a intenção dele era ver a irmã morta, porque assim ele ficaria com a parte da herança dela.
— Isso é sério.
— É a verdade. Pedro Henrique sempre foi maluco pelos sobrinhos, perdoamos a dívida do JP, ele pega a Ester e nos livramos dele por fim.
— É um acordo antigo.
— Um acordo fora do normal – eu falo para ele – que não cabe mais dentro do nosso morro. Se a gente quebrar o acordo, ele tem cacife para chegar a nossa altura ecomeçar uma guerra, então vamos negociar. A Ester pelo fim desse acordo.
— E se ele não aceitar?
— Temos armamentos e homens suficiente para qualquer guerra – eu falo
— Você está disposto a entrar em uma?
— Estou disposto a ter 100% do comando de tudo como tem que ser, chega de ter que negociar com esse filho da p**a – eu falo para ele – isso não é uma pergunta para saber o qe você acha, estou te convocando o que vou fazer.
— Ok. Vamos marcar de falar com ele – ele fala
— O mais rápido possível, eu quero essa garota longe do meu morro, assim resolvemos dois problemas em um.
Joca assente com a cabeça e liga para Pedro Henrique e marca o encontro com ele para daqui dez dias, era o tempo que a gente tinha para se organizar em tudo, ele estava fora do país e retornaria somente em dez dias, logo depois eu fui atrás e realmente vi que ele estava fora, queria confirmar essa informação.
Esse acordo era imundo e incabível, Pedro Henrique era poderoso, mas não tanto quanto eu e nem mesmo esperto.
JP me pagaria depois , porque sei que ele tem envolvimento com Kaua.
Capítulo 26
Ester narrando
Eu entro no quarto e acabo dormindo novamente, eu acordo e pego meu celular e vejo que tinha algumas mensagens de Marcos, mandando o número da pessoa com quem eu deveria falar que iria me ajudar nessa história, porém eu acesso o número e tinha foto de um policial, depois volto na mensagem que Marcos tinha me mandado falando que ele já sabia que eu entraria em contato.
Pedir ajuda da policia dentro do morro era uma sentença de morte, eu salvo o número mas apago a minha mensagem com Marcos, vejo que tinha mensagens da minha tia e até mesmo da minha prima querendo saber onde eu estava.
Mas não queria falar nada a ela por causa do meu tio, eu tinha tanto nojo daquele homem, sentia tanto desprezo por ele e sentia pena da minha prima por ser filha dele.
— Bom dia – eu falo para Sabrina que está na cozinha.
— Bom dia – ela fala sorrindo.
— Dormiu bem?
— Sim, estava com Heitor até agora – ela fala me encarando – posso te fazer um pedido?
— Qual? – eu pergunto enchendo o copo de água e levando o copo até a boca.
— Você aceitaria t*****r com a gente? – eu cuspo a água longe e a encaro com os olhos arregalados.
— Se é maluca? – eu pergunto para ela – como você me pede isso?
— Sei lá – ela fala – a gente está atrás de uma terceira pessoa, é somente uma vez.
— Não deveria ser pessoa conhecida, ainda mais que eu estou aqui no morro por tempo indeterminado, tinha que ser com alguém estranho.
— Depois você vai embora.
— Mas vai demorar Sabrina – eu falo – sei lá.
— Por favor – ela fala me encarando
— Foi ele que pediu isso para você? – eu pergunto para ela
— Fui eu que dei a sugestão. A gente sempre quis realizar esse fetiche.
— Dele?
— Nosso – ela fala
— Eu te acho ggostosa pra c*****o, até já disse isso – eu me aproximo dela – você tem certeza do que está me pedindo?
— Tenho – ela fala
— VocÊ já ficou com uma garota?
— Faz tempo – ela fala
— Meu Deus – eu falo olhando para ela – acho que precisamos estar bastante bêbada paraa que isso aconteça.
— Então você aceita? – ela pergunta
— Não sei – eu olho para ela desconfiada. – já peguei o sue irmão, seu tio e agora vou pegar você.
— Você ficou com o Sampaio? – ela pergunta
— Deixa isso baixo – eu falo para ela – melhor que Joca não descubra, não quero confusão.
— Mas então você aceita? – ela pergunta
— Só se você souber beijar – eu falo sorrindo e me aproximo dela encostando meus lábios na boca dela, e ela corresponde o meu beijo.
E a gente se beija mas somos interrompidos.
— Que m***a é essa ? – olhamos para o lado vendo Sampaio nos olhando – você realmente está atirando para todos os lados.
Eu abro um sorriso debochado para ele e Sabrina encara o irmão um quanto desesperada.
Capítulo 27
Ester narrando
Joca chega atrás de Sampaio e encara a gente se olhando.
— O que aconteceu? – Joca pergunta
— Não queira saber – Sampaio fala – eu vou voltar para boca, perdi a fome.
Sampaio sai e Joca nos encara.
— Sampaio sempre sendo grosso – Sabrina fala – como sempre. Eu vou ir ver HT.
— O que aconteceu? – Joca pergunta me encarando,
— Não entendi nada , era com a Sabrina o negócio. Quer café?
— Quero, mas eu me sirvo.
— Estou fazendo para mim, não custa nada fazer para você, senta ai – Joca coloca o fuzil em cima do armário e se senta na mesa.
— Posso te fazer uma pergunta? – eu falo colocando as nossas xícaras na mesa.
— Pode tudo – ele fala com um sorriso no rosto ee u sorrio para ele.
— Você sabe se o filho da p**a do meu irmão está vivo?
— Seu irmão fugiu como esperado.
— Porque você deixou ele fugir? – eu pergunto para ele – aquele dia? Sampaio odeia meu irmão, porque evitou que ele fosse morto?
Joca me encara meio pensativo, eu já tinha catado no ar que tinha algo que impedia deles terem matado meu irmão por causa da dívida.
— Por sua causa – ele fala – como te disse, teu irmão deve Deus e o mundo, se não fosse para nós, seria para alguém pior.
— Sampaio me odeia, e,le odeia a minha presença aqui.
— Sampaio odeia qualquer pessoa depois que ele perdeu a menina – ele fala – é uma dor h******l para nós , imagina para ele, não deveria levar Sampaio a sério.
Eu encosto meu corpo na mesa e ele afasta a cadeira, eu me sento no seu colo de frente para ele, colocando uma perna de cada lado e o encaro.
— Não é só isso – eu falo para ele.
— É o que eu posso te falar.
— É sério que vão me esconder as coisas? Já não basta eu ter que ficar presa aqui.
— Vai por mim , esse é o melhor lugar que você pode estar agora – ele fala apertando a minha b***a e passando as suas mãos pelas minhas costas.
— Porque eu correria perigo fora do morro? Por causa do meu tio? – eu questiono.
— Seu tio? – ele pergunta me olhando – o que tem seu tio Ester?
— VocÊ é sínico que nem Sampaio – ele abre um sorriso de canto – dois filhos da p**a – eu saio do colo dele mas ele segura meu braço.
— Não fica bravinha, você sabe que eu não posso falar mas relaxa, eu jamais vou deixar que nada de m*l aconteça com você – ele me puxa de volta para o seu colo.
— Eu sei que o meu tio mexe com coisas perigosas e erradas – Joca me encara – e todo esse ódio de vocês pelo meu irmão, no fundo deve ter algo relacionado com ele.
— E o que você sabe sobre isso?
— Nada, apenas o meu achismo.
— Então você quer um conselho?
— Qual? – eu pergunto olhando para ele.
— Fica na sua – ele fala me encarando – Sampaio está te aturando, ele é o dono do morro e eu o sub, mesmo eu querendo, não posso ir contra muitas regras e comando dele, se ele querer ferrar com você, ele vai ferrar de uma forma ou de outra.
— E o que significa isso?
— Aguenta , que daqui alguns meses tu entrega o dinheiro e vaza daqui – ele fala – viva e não morta.
Eu olho para Joca pensativa.
— Eu já abri a boca de mais para você, eu não deveria nem estar te falando isso, fica fora de problemas e principalmente de provocar Sampaio, porque realmente a paciência dele com a sua família está esgotando , cuida a porcaria do teu celular, grampos existe Ester e aqui dentro do morro isso é a coisa mais fácil de acontecer – ele fala e eu arregalo os olhos para ele – e não abre a boca para ninguém que eu te falei isso, porque se não é a minha cabeça que rola.
— Não se preocupa, eu não vou falar e prometo que vou te compensar – eu falo sorrindo
— Como?
— Você sabe como, não se faça de santinho – eu falo beijando a boca dele e mordendo os seus lábios.