Capítulo 39
Ester narrando
Os dias foram passando e eu e Sampaio ficamos um pouco mais intimo, ele me ensinava todos os dias atirar e toda vez ele me pedia para lembrar de uma pessoa que eu odiasse.
E só vinha uma pessoa na minha cabeça e eu realmente odiava.
Sampaio ainda não tinha chego e eu estava com a arma na mão, ela não tira balas é óbvio, e eu queria ter aprendido atirar a muito tempo, eu teria eliminado tantos fantasmas da minha vida.
Sampaio chega e me encara, eu estava observando a arma na minha mão pensando em um único destino para uma única bala que tivesse lá dentro.
— Esse olhar é de quem está pensando em m***r alguém – ele fala me encarando.
— Mas eu estou – eu falo olhando pasra ele – e quem sabe a gente quer m***r a mesma pessoa.
— Seu irmão?
— Não – eu respondo e ele me encara – outra pessoa e você sabe disso.
— Não entendi do que está falando.
— VocÊ sabe do que eu estou falando, não seja burro Sampaio – eu falo para ele e ele se aproxima.
— Então precisa treinar mais um pouco para conseguir atirar – ele fala – um tiro certeiro.
— Sem a pose? Acho difícil – eu falo e ele me encara.
— Sem a pose- ele fala sorrindo – pode ter certeza que sem a pose você vai atirar melhor, ou – ele me encara e eu encaro ele – fazendo a posse pode desconcentrar a pessoa porque ela vai cair na gargalhada não vai te levar a sério e você dar o bote.
— E por acaso eu sou cobra para dar bote?? – eu pergunto para ele – olha as ofensas, tenho uma arma na mão.
— Atira – ele fala e eu encaro ele.
— Você mataria quem se tivesse a oportunidade? – eu pergunto
— O assassino da minha filha – ele responde
— VocÊ nunca me disse sobre isso.
— Isso me machuca de mais.
— Alana também – eu respondo – você gosta dela, naõ? – ele me encara
— Alana é a mulher da minha vida – ele fala
— Vocês formavam uma família linda.
— Ela jamais vai me perdoar pela morte da nossa filha.
— Não deve ser fácil para vocês dois – eu falo
— Atira vai – ele fala – antes que eu pegue a arma e atire de raiva.
— Deixa que eu atiro, você tem mira certa, vai que queira me m***r.
— Vontade não falta – ele me olha.
Eu pego a arma e ele chega por trás, colocando as suas mãos e firmando o meu braço para que eu consiga mirar bem certinho e acontece, eu acerto o tiro e comemoro e ele abre um sorriso de lado.
Capítulo 40
Ester narrando
Eu vou até o salão e Alana me encara.
— Oi – eu falo para ela e ela estava sozinha.
— Oi – ela fala
— Tudo bem? – eu pergunto – ainda tem cliente hoje?
— Não mais, quer fazer a unha? – ela pergunta.