Capítulo 37
Ester narrando
— Porque a gente teve que subir até aqui em cima? – eu falo me sentando em uma pedra.
— Porque atirar lá embaixo vai assustar os moradores.
— Estou achando que você quer me dar um tiro e desovar meu corpo.
— Eu posso fazer isso lá embaixo, eu sou o dono do morro – ele me responde – até porque, não teria graça te m***r com um tiro.
— Teria graça de me m***r como? – eu pergunto para ele – eu tenho uma idéia.
— Não quero saber – ele fala – vamos lá, viemos aqui para uma coisa. Já pegou uma arma na mão?
— Várias, mas não como essa – eu falo pegando.
— Estou falando sério Ester, aqui é bem alto para eu te empurrar – ele fala já perdendo a paciência.
— Não se preocupa, eu voltarei sempre para puxar seus pés.
— Vai – ele fala levantando a minha mão e por trás de mim.
— Vai o que?
— Tá vendo aqui, precisa mirar – ele fala – lá no alvo aquele da placa.
— E como faço isso?
— Apontando a arma para o alvo.
— É que fica meio difícil me concentrar com você aqui atrás de mim assim, ainda mais falando assim no meu pescoço.
— Para de besteira garota – ele fala ríspido no meu ouvido – vai mira a arma e atira o gatilho, mas precisa ficr com a mão firme porque se não, a arma pode te dar um soco e machucar seu braço.
— E o que você fala depois que atira?
— Como assim fala depois que atira? – ele pergunta
— Ué, nem uma frase assim impactante, matou e ai fala uma frase?
— Porque eu faria isso? – ele pergunta e eu viro somente meu rosto encarando o dele.
— Não sei – eu falo – é que você que mata, e não eu.
— Presta atenção – ele fala – olha para frente – eu viro meu rosto para frente. – aperta o gatilho lentamente e segura a mão firme.
Ele segura as suas duas mãos na minha e eu aperto o gatilho.
— Quase – ele fala – muito bom, agora sem zoação, já atirou alguma vez?
— Nunca – eu respondo para ele – vamos tentar outra vez?
— Você disse que quer trabalhar aqui no morro, para isso precisa atirar mesmo, então só saimso daqui depois de você aprender.
Capítulo 38
Sampaio narrando
— Você tem que ter a mão mais firme Ester – eu falo para ela.
— Estou tentando – ela fala – só não grita comigo.
— Firme – eu falo – anda, agora atira .
— Eu desisto – ela fala me entregando – cinquenta tiro no lado do alvo.
— Você vai m***r só pela metade – eu falo
— Que graça tem? – ela pergunta – você gosta de atirar em alguém e a pessoa ficar viva? Não.
— Vamos fazer o seguinte – eu falo para ela – pega a arma – eu entrego a arma para ela.
— E?
— Vira – ele fala – arruma a mira, aponta no alvo e coloca o dedo no gatilho mas não puxa.
— E agora?
— Pensa em alguém que você sinta muita raiva.
— Muita raiva? – ela pergunta
— É, alguém que se tivesse na sua frente agora você atiraria para m***r sem dó e piedade. – ela me encara – quer ver que você consegue? Fecha os olhos.
— Ai é capaz de eu atirar em você.
— Tenho certeza que você odeia muito mais outras pessoas do que eu – eu falo para ela.
— É, em você eu gosto de sentar, para que te m***r? – ela fala sorrindo
— Vai fecha os olhos garota – eu falo para ela e ela fecha os olhos – mirou?
— Não, preciso abrir os olhos.
— Então abre e mira – ela faz isso – agora fecha c*****o – ela fecha – pensa na pessoa que se tivesse na sua frente você mataria, aquela que fez m*l para você, quee já te deixou com raiva, que você nunca quis ter conhecido.
Antes que eu termine de falar ela começa atirar e quando ela para de atirar, ela abre os olhos e ela tinha acertado todas as balas no alvo.
— Posso perguntar de quem é que você tem tanta raiva dessa forma? Porque eu acho que não é o seu irmão – eu falo para ela.
— Realmente não é – ela fala engolindo seco e me encara – eu acertei todas – ela fala se aproximando.
— Agora atira de olhos abertos, se não cada vez que for atirar em alguém vai ter que fechar os olhos.
— Preciso pensar em uma pose.
— Para que? – eu pergunto
— Para atirar – ela fala
— Pose para atirar? – eu pergunto e ela faz, gira e para com uma pose e atira e eu começo a rir
— O que foi?
— Parece uma galinha chocando um ovo – eu começo a rir
— Vou atirar em você – ela fala
— As balas acabaram – eu falo piscando para ela.
— Esperto – ela