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1940 Words
Capítulo 35 Ester narrando Mexeu muito ver o colar que Kayane estava usando, muito mesmo, aquele colar era sombrio, me trazia lembranças horríveis. Eu estava sentada em uma mureta que tinha grudada em uma casa, estava ali olhando a parede da minha frente, era em um beco bem apertado, olhando a parede e pensando em muita coisa. — Ester – a voz de Patricia soa e eu a encaro — O que você quer? – eu pergunto olhando para ela. — Minha irmã – ela fala — Ela me chamou? — Não – Patricia responde – você vai fazer m*l a minha irmã. — Como? – eu pergunto para ela. — Você não é um bom exemplo para estar ao lado dela, minha irmã tem o coração bom e sofre muito pela perda filha e isso a fez ela ser carente de mais. — E porque eu não seria um bom exemplo para sua irmã? — Porque você não presta, fica se jogando para tudo que é macho, você realmente acredita que eu não sei que você quer dar para Sampaio? — E você não? – eu pergunto para ela – qual é a sua vitima o Sampaio ou o Joca? — Fica longe dela – ela me encara – minha irmã não precisa de pessoas que nem você perto dela. — A diferença entre nós duas, que eu assumo os meus desejos e as vontades que eu tenho e você é uma enrustida. — Não me compare a você garota – Patricia me encara – eu sou muito melhor que você, você só é uma garota mimada, que smepre ganhou tudo nas mãos – eu abro um sorriso para ela – viveu no luxo, nunca soube o que é sofrer. — Você não me conhece e não sabe nada da minha vida. — Sei muito da sua vida, porque conheço muitas garotas que nem você – ela fala – mimada, riquinha, metida a b***a, vida ganha, herança para entrar, vem para o morro, dar para Deus e o mundo, depois vai embora como se nada tivesse acontecido. v*******a, é isso que vocêç é Ester, não pode ver um macho que fica se esfregando que nem uma c****a no cio, se encherga garota, você é uma vergonha, por isso está sozinha no mundo, sem pais, sem família, sem seu irmão, sem amigos, ninguém nem se importou que você desapareceu do nada da vida de todos, pelo ao contrário, devem ter dado graças a Deus. — Cala sua boca garota – eu olho para ela — Que vida essa? você realmente acha que você é importante para alguém? No máximo, deve ser para os homens, que não ve a hora de comer você de graça – ela abre um sorriso Eu olho para ela com um sorriso irônico. — Pelo menos você sente inveja de mim, até porque se não sentisse, não estaria perdendo seu tempo me ofendendo, não é mesmo? – ela me encara – deve ser h******l, ser você. Uma garota amarga, sem amigos, que todo mundo fala m*l , acha irritante e grossa. Será mesmo que a vida amarga é a minha ou é a sua? — Eu tenho que trabalhar. – ela fala — Cuidado , para que ninguém descubra a sua profissão fora do morro – ela me olha com a cara fechada – as ruas de copa cabana são bem m*l frequentadas. Patricia me encara e vira e sai andando, eu encosto a minha cabeça na parede e fico pensando em tudo. Eu nunca deixava que nada me atingisse, mas pela primeira vez, escutar que eu estava sozinha e não tinha ninguém por mim, fez sentido para mim. Porque realmente, eu estava sozinha no mundo, nem o meu próprio irmão que era de sangue, se importou comigo. — Ester? – A voz do Sampaio soa do meu lado e eu saio dos meus pensamentos encarando ele – porque está chorando? – eu me dou conta que tinha lagrimas descendo meu rosto. — Porque eu sou uma p**a sentimental, porque você acha que putas não tem sentimento ? não choram? – eu pergunto para ele. — Eu tenho certeza que todas sim, mas você Ester, eu acreditava que não – ele fala me encarando e eu o encaro. — Você também está com os olhos vermelhos, foi muita d***a ou chorou também? — Preciso experimentar as drogas novas – ele fala – ver a qualidade delas. — Estou cansada de ser chamada de inútil por todos. — E o que vai fazer para mudar isso? — Vou te ajudar aqui dentro do morro – ele começa a rir e eu encaro ele – estou falando sério. — Não, você não está falando sério – ele fala rindo — Estou sim, pensa – eu me levanto e fico de pé na frente dele – eu , linda, morena, pele branquinha, olhos verdes, gostosa pra c*****o, peituda – eu coloco as mãos dele no peito – b***a, seu rendimento vai dobrar Sampaio – ele tira a mão da minha b***a. — E vai fazer o que? Vai vender d***a seminua? — Posso fazer muito mais que isso. — Tipo o que? – ele pergunta — Seu morro é totalmente bagunçado. — Que? – ele pergunta me encarando — Desorganizado – eu falo e ele me encara – posso te ajudar em muita coisa, sinceramente, posso te ajudar tanto que se tiver uma eleição, eles tiram você do poder e me colocam eu. — Aé e porque? — Por ser uma grande gostosa – ele começa a rir — A sua auto estima é maravilhosa, você estava morrendo, se sentindo inútil, com lagrimas descendo do rosto e agora do nada, você vai me tirar do comando por ser gostosa – ele começa a rir — Meu filho, entenda uma coisa, esse morro é feito de 70% de homens, você realmente acha que o seu p***o ganha da minha p******a? – ele me olha – me responde, você acha? — Você não está errado, errado é o médico que te tirou do hospício – ele me encara — Traficante moderninho, cheio das gírias da internet – eu olho para ele – não se fazem mais traficantes como antigamente. — E como é um traficante de antigamente? — Não sei, você é o primeiro que eu conheci na vida – eu olho para ele e ele me encara — E você é a primeira mimada maluca histérica que sobe no meu morro – ele acende um baseado — Esse é meu – eu falo pegando e ele me encara. – já pensa no que vou fazer, apareço amanhã na boca para começar. Vou até comprar um look novo para o meu primeiro dia. Eu saio andando e deixando ele ali paraodo. Capítulo 36 Sampaio narrando Joca está junto de Vn no morro da Rocinha desde ontem, arrumando tudo para dar o susto na mulher do policial, tinha que ser tudo muito bem planejado e a gente estava se comunicando quase o tempo todo, resolvendo todos os detalhes. Tinha ficado pela boca mesmo desde ontem, nem tinha ido para casa, estava arrumando tudo sobre o meu plano contra Pedro Henrique e esperando ansioso pelo retorno dele, eu sei exatamente o que ele ia fazer. Eu esperei tanto tempo para me livrar desse maldito acordo, para me vingar pela morte da minha filha, para quem sabe ceifar um pouco da dor que Alana sente e ver ela melhor, ela nunca mais conseguiu recomeçar a vida dela e nem eu a minha , eu sentia o ódio dela só dela olhar em mim. Eu era traficante, eu podia ser um filho da p**a, mas eu amei muito a minha filha e amo até hoje, a morte dela dói na minha alma de uma forma inexplicável. — Você não foi jantar, tomar café da manhã nem nada – minha mãe fala entrando dentro da boca. — Estou com muito trabalho. — Trouxe para você – ela fala – foi Ester que fez o bolo. — Ela sabe mesmo cozinhar. — Sabe – ela fala – e o que vai ser dessa garota? – ela pergunta — Foi ela que mandou você perguntar? — Não. Ela nunca me perguntou nada sobre isso, é eu mesmo que estou perguntando Sampaio. Ontem ela chorou muito na madrugada, eu escutei. — É mesmo? — Sim – ela fala — Eu ainda não sei, mas quando souber eu aviso ela. — Sampaio – ela me encara — Fica tranquila mãe, estou me livrando de algumas m***a que o meu pai me deixou – eu olho para ela. — Espero que esteja fazendo a cosia certa – ela fala — Eu estou. — Mas lembre – se nada vai fazer a Barbara voltar – ela fala — Me deixa trabalhar mãe. — Ok – ela fala saindo de dentro da boca. Eu olho para o café da manhã e deixo ele de lado, estava sem fome e só pensava em fazer que tudo desse certo, depois de um tempo a porta é aberta e eu olho a Ester na minha frente e eu não sabia se eu caia duro no chão ou se ria sem parar. — Estou pronta para o meu primeiro dia. — Do que? – eu pergunto para ela — Dos meus afazeres dentro do morro – ela fala me encarando — E você vai para onde dessa forma? Para uma guerra? – eu pergunto para ela – é a primeira vez que te vejo cobrindo 40% do corpo. — O que foi, não gostou do meu look? – eu olho para ele – eu me achei gata nele, tenho até lugar para arma. — Você realmente acha que eu vou te dar uma arma? — Eu ainda não sei atirar, mas você pode me ensinar. Eu olho para ela, ela estava com um shorts cheia de corrente, realmente tinha lugar para colocar a arma, uma bota preta, um lenço na cabeça e eu começo a rir sem parar. — O que foi? – ela pergunta — Tem certeza que você veio trabalhar na boca comigo ou está pronta para ir para um circo ser aquelas atiradoras de faca? – eu pergunto rindo — Você não entende nada de estilo. — Desculpa, sou um traficante e não estilista – eu falo para ela — Estou tentando arrumar uma amizade com você, mas você é insuportável. – ela fala cruzando os braços e eu me levanto. — Quer trabalhar comigo aqui dentro do morro? — É logico, estou cansada de ser chamada de inútil. — Então vamos subir la em cima, você vai aprender atirar. — Não tem medo? — Do que? – eu pergunto — Que eu te de um golpe de estado, depois que você me ensinar, eu atiro em você, mato e viro a dona do morro? — E qual seria a sua primeira ordem como dona do morro? – eu pergunto olhando para ela. — Um morro comandado por mulheres e todos os homens gostosos andando pelados e servindo a nós. — Caraca – eu falo balançando a sua cabeça – você só sabe falar m***a. — Desculpa, é que seu jeito sério, seu corpo musculoso, me deixa excitada – ela fala sorrindo. – ainda mais quando você está armado e nem estou falando da arma da sua mão. – ela pisca de lado e eu apenas empurro ela fazendo ela andar. – nossa, essa era a hora que você me jogava na parede e metia em mim, sabia? — Eu vou meter uma bala no meio da tua testa – eu falo para ela.
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