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2278 Words
Capítulo 30 Ester narrando 10 dias depois.... Alana estava fazendo as minhas unhas e a sua irmã que me olhava torto estava fazendo o cabelo da Sabrina. — Você já trabalhou na vida? – Patricia pergunta — Está perguntando para mim? – Sabrina pergunta para ela — Não, para Ester. – ela fala — Eu era Herdeira até meu irmão gastar toda a nossa grana, e trocar a minha herança por uma dívida dele, provavelmente depois terei mesmo que trabalhar. — E vai trabalhar com o que? – ela pergunta – sabe fazer algo? — Eu sei dar, se dou de graça, o que custa cobrar – eu falo rindo — Se faria isso? — Não – eu olho para Alana rindo da pergunta dela – gosto de dar por t***o, mas não por dinheiro, sei lá, trabakharia com qualquer coisa, minha mãe não me criou com frescura. — Até com faxina? – Patricia pergunta — Faxina, cozinhando, costurando, sei fazer tudo isso, minha mãe me ensinou muitas coisas – eu falo para ela – pena que eu perdi ela cedo, se não teria aprendido muito mais. — VocÊ deve sentir falta dos seus pais – Alana fala – não é fácil perder quem a gente ama. — Não é – ela fala – até hoje eu vivo com a dor de ter perdido a minha filha. — Eu sinto muito. — Ela era tudo na minha vida, eu nunca quis engravidar sabe, mas Sampaio queria e ele me prometeu que protegeria ela com a vida dele, porém ele está vivo e a minha filha morta. — Sampaio não queria que ela tivesse morrido – Sabrina fala – meu irmão também amava a filha de vocês. — Eu sei – Alana fala – olhar para ele me faz reviver toda a minha dor daquele dia, mas sair do morro me faz me sentir longe da minha filha. Consigo sentir a dor nas suas palavras, eu abro um sorriso para ela e ela abre um pequeno sorriso, não sabia o que dizer, era difícil a gente falar ou julgar a dor dos outros. Ela termina a minha unha e eu saio do salão antes de Sabrina, de longe vejo joca falandoc om alguns vapores, nesses últimos dez dias eu me envolvi umas duas vezes com ele, mas depois automaticamente eu meio que me afastei, estava mais na minha, minha cabeça só sabia pensar e pensar, era como se tudo girasse sabe com várias possibilidades. Eu vejo Sampaio entrando dentro de um carro com vidro todo escuro e descendo o morro, e escutei uma conversa entre Joca e Sampaio que hoje era um dia muito importante para resolver tudo. Tudo o que? Encontro Kayane e ela abre um sorriso. — Ester, vamos tomar um café? – ela pergunta e eu só consigo reparar no colar que ela tinha no pescoço. — Claro, vamos sim – eu falo olhando para ela. Mas meu olhar paralisa em seu pescoço mas eu disfarço para ela não desconfiar. Capítulo 31 Sampaio narrando Hoje tinah chegado od ia em que eu me encontraria com Pedro Henrique, um acordo tinha acontecido no passado e eu estava honrando ele pela memoria do meu pai e porque uma guerra poderia começar. Minha filha foi morta por causa desse acordo, e ela não tinha nada haver com isso, Alana não me perdoa pela morte dela e jamais vai me perdoar, eu perdi o grande amor da minha vida e também a minha filha. Eu encaro Ester entrando no salão da Alana e acendo um baseado pensando nela, JP jogou ela aqui dentro para ser morta e ela era mais um fantoche sendo usada na mão do irmão, JP sabia tudo que tinha a ganhar jogando ela aqui, Ester era herdeira de uma fortuna milionária, que só retiraria aos 21 anos de idade, Joca foi b***a e o****o em acreditar nas palavras de JP e acho que nem a própria Ester sabe quando ela recebe a fortuna dela. No final eu sairia no prejuízo, até porque essa garota está com os dias contados dentro do morro, mas pela minha paz e a paz dentro do meu morro, era capaz de fazer qualquer coisa. Desde a invasão que matou a minha filha aqui dentro, eu prometi a mim mesmo que nenhum outro inocente morreria por causa disso, que não deixaria mais nenhum sangue inocente escorrer pelos becos desse morro e essa era a promessa que eu fiz com o corpo da minha filha sem vida nos meus braços, eu mesmo jamais vou me perdoar pela vida dela ter sido tirada, eu prometi vingança e eu iria encontrar. Kaua aquele filho da p**a, era mandado por alguém, já duvidei até mesmo da minha própria sombra e até hoje eu não consigo desvendar a forma em que ele saiu desse morro sem ser visto e ainda assim desconfio de todos, até mesmo do meu próprio tio. Eu também estava dando a corda para ele se enforcar e se ele fosse traidor, ele iria se enforcar e eu iria assistir de camarote. — Sampaio – Pedro Henrique fala quando eu desço do carro junto de HT e Cerro. – achei que Joca viria junto. — Joca está ocupado no morro. — Novos carregamentos? – ele pergunta – isso significa muita grana entrando. — Não é bem isso que significa, seu sobrinho me deu um prejuízo grande e vamos ter que negociar ele. — JP desapareceu junto com a irmã dele, provavelmente querem dar um jeito de tirar a grana dela. — Ester está comigo – ele me encara — Como? – ele pergunta — Ester é o pagamento da minha dívida – ele me olha — A minha sobrinha – ele fala – como assim a minha sobrinha é um pagamento de uma dívida? Você está maluco Sampaio? Ele me encara e eu o encaro, esperava ansioso por essa reação dele, porque o tombo dele seria grande, tão grande que ele se arrependeria de ter mexido com a pessoa errada. Capítulo 32 Pedro Henrique narrando Eu olho para Sampaio e ele me encara, esse filho da p**a estava querendo me derrubar. — Eu quero a minha sobrinha agora. — Você vai ter ela, ao desfazer o acordo. — Você está louco Sampaio? — Você sabe que não pode fazer nada contra isso por causa do nosso acordo, você sabe que não é palho para começar uma guerra comigo e com a minha facção, eu tenho aliados, morros que vão te derrubar fácil. — E o que você quer? – eu pergunto para ele. — Todo o território. — Jamais – eu falp — Então sua sobrinha fica comigo e posso te dizer uma coisa, não é uma má ideia. Imagina, eu tornar ela minah fiel, um herdeiro? — Você não seria capaz disos – ele fala — Nosso acordo era liderado pelo pai da Ester, muito cabível a morte dele ter sido do anda, assim você tomava conta de tudo – eu encaro Sampaio – mas, JP desapareceu, Ester está comigo, o que você tem contra mim? — Eu jamais vou desfazer o acordo e vou tirar a minha sobrinha de lá de dentro. — Fique a vontade Pedro Henrique, estarei te esperando mas lembre-se – ele fala sorrindo e voltando em direção ao carro – escolha bem o seu caixão e dos seus aliados, porque você vai precisar. Mas não se preocupa, você tem algumas semanas para me dar a resposta, caso ao contrário, darei outro jeito de acabar com você. — E se eu entregar tudo? — Eu te entrego a garota e os milhões que ela tem para receber – ele fala - pensa nisso. Ele entra dentro do carro e sai, eu dou vários socos na parede com raiva, minha esposa sai de dentro do carro e me encara. — Você precisa aceitar – ela fala me encarando — Está maluca? — Ester é importante para nós, muito amis que JP – ela fala – e também desse acordo. — Eu não vou ceder, eu tenho Jean e Kaua comigo – eu falo – Se Sampaio quer jogar e rolar a cabeça de Ester no negocio, eu tenho comigo o assassino da filha dele e isso é uma jogada que vou usar na hora certa – ela me encara – e quando eu jogar vai ser para desestabilizar ele totalmente. , Capítulo 33 Sampaio narrando — Como foi lá? – Joca pergunta — Do jeito que eu achei que seria – eu falo para ele — E agora? — Agora vamos esperar ele fazer as jogadas dele. — E você não tem medo disso? — Não – eu falo olhando para Joca – ele é tão previsível. — Eu descobri a família do policial. — Não vamos mexer com a família dele – eu falo — Mas nem um susto? – ele pergunta - NOS FILHOS? — Não fazemos nada contra criança e você sabe disso – eu falo para ele. — Na esposa – ele fala – não vamos m***r, apenas um susto. Vn disse que pode fazer isso. — Então diz para ele fazer – eu falo para ele – somente um susto. Vn era o dono do morro da Rocinha parceiro nosso e de fé dentro da facção, vivia fortalecendo a nossa base. — Eu vou mandar – ele fala — Sem m***r ninguém, apenas um susto. — VocÊ sabe que Vn é bom de fazer isso. — Me dar até medo – eu falo acendendo um baseado. — A garota está estranha, não acha? — Não está mais dando para você é? – eu falo rindo — Cheia de perguntas e pensativa. Acho que você deveria colar nela, ela tem medo de você. — Aquela lá não tem medo de nada, Ester é o próprio demônio em pessoa – eu falo – se ameaçar colocar nos pneu e jogar um tanque de gasolina e tacar fogo, é capaz de querer se arrumar para ir no evento bonita – Joca começa a rir. — Ela é difícil mesmo de lidar , mas ela não é burra, tá pegando tudo no ar. Já questionou sobre o tio. — Pedro Henrique? — Querendo saber porque não matou JP e se era por causa dele. — Realmente ela não parece ser burra – eu falo. — Vou na rocinha falar com Vn – Joca fala — Vai, eu tomo conta de tudo aqui, vamos fazer tudo bem certinho, quero ver a cara desses filhos da p**a. — Pode deixar. Joca sai da boca e sinto o barulho da moto, eu saio da boca e pego meu celular, vejo a data, era a data que eu e Alana nos casamos, eu entro dentro da boca e vejo o presente que tinha comprado a muito tempo para dar para ela, era um colar, então eu desço no salão para falar com ela. Capítulo 34 Alana narrando Patricinha ido atender uma cliente no asfalto, eu estava sem cliente agora e me sento em uma cadeira, pego meu celular e vejo a data, lembro de Sampaio e de Barbara, dos nossos momentos juntos. Pego meu celular e começo a rodar a galeria , ver todas as fotos e vídeos, eu abro um vídeo onde a Barbara estava aprendendo a andar e já chamava papai. — Papai ajuaa – ela pedia ajuda para Sampaio — Vem no papai – Sampaio fala de joelhos no chão enquanto eu grava – vem no papai minha loirinha – ele abre aos braços e ela vai andando até ele. — Meu Deus ela andou – eu gritava no vídeo — Ela andou – ele fala feliz Barbara sorria muito e a gente comemorava, o vídeo acaba e as lagrimas desce, começo a ver as fotos desde quando ela era uma recém nascida, fotos de nós três, de Sampaio tomando banho com ela embaixo do chuveiro. Me doía muito, era a pior dor do mundo, eu queria tanto ir embora do morro, mas parece que tinha algo que me prendia aqui dentro ainda, parece que se eu fosse, iria se apagar da minha memória da minha filha. Eu sinto barulho na porta e vejo Sampaio. — Você está chorando? – ele pergunta me encarando e eu encaro ele. — O que você está fazendo aqui de novo? – eu pergunto — Eu vim te entregar esse presente que está comigo a muito tempo – ele coloca a caixinha emc ima da mesa. – porque está chorando? Eu apenas mostro as fotos de Barbara e ele abaixa a cabeça, depois levanta e vejo seus olhos brilharem. — É imperdoável, eu sei – ele fala – mas me doi ainda mais ver você assim. — Ela era muito parecida com você – eu falo para ele – os seus olhos, seu sorriso, seu nariz. — Ela também tinah você. — Tinah – eu falo – mas era genio difícil como você também, desculpa Sampaio, toda vez que eu olho para você, eu lembro que você falhou com a única coisa que não deveria te rfalhado. — O que eu posso fazer para você me perdoar? – ele pergunta me encarando – para a gente recomeçar a nossa vida ? — Não existe a nossa vida – eu falo – eu tenho uma cliente daqui dez minutos. — Eu vim te deixar o presente. — Leva com você – eu falo para ele — Não, eu vou deixar aqui – ele fala Ele apenas me encara e sai limapndo seu rosto que as lagrimas tinha descido, eu abro a caixinha e era um colar com uma anjinha, eu começo a chorar sem parar.
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