parte 3 EP 2

467 Words
O bipe de Moore começou a tocar. Ele o desligou e percebeu que seu coração estava pulsando. Ele se acalmou antes de pegar o celular e digitar o número. Ela respondeu ao primeiro toque, sua saudação direta como uma bala. — Rizzoli. — Você me bipou. — Você não me disse que achou uma coisa no PAC. — Que coisa? — Sobre Diana Sterling. Estou olhando para o relatório da polícia sobre o assassinato dela. PAC, o Programa de Apreensão de Criminosos, era um banco de dados de informações de homicídios e assaltos coletadas de casos por todo o país. Os assassinos freqüentemente repetiam os mesmos padrões, e com esses dados os investigadores podiam associar crimes cometidos pela mesma pessoa. Como uma questão de rotina, Moore e seu parceiro na época, Rusty Stivack, tinham iniciado uma busca no PAC. — Não encontramos combinações na Nova Inglaterra — informou Moore. — Analisamos cada homicídio envolvendo mutilação, invasão noturna e imobilização com silver tape. Nada se encaixava no perfil de Sterling. — E quanto à série na Geórgia? Três anos atrás, quatro vítimas. Uma em Atlanta, três em Savannah. Todos no PAC. — Analisei esses casos. Aquele criminoso não é o homem que estamos procurando. — Ouça só, Moore. Dora Ciccone, vinte e dois anos, estudante de graduação em Emery. A vítima primeiro foi dominada com Rohypnol, e depois amarrada à cama com corda de náilon... — Nosso garoto aqui usa clorofórmio e silver tape. — Ele abre um talho no abdômen dela. Arranca seu útero. Desfere um golpe de misericórdia: um único corte no pescoço. E finalmente... ouça só... ele dobra suas roupas de dormir e as deixa numa cadeira ao lado da cama. Estou lhe dizendo, é parecido demais. — Os casos de Geórgia estão encerrados — disse Moore. — Foram arquivados há dois anos. Aquele assassino está morto. — E se a polícia de Savannah fez besteira? E se ele não era o assassino? — Os exames de DNA confirmaram que eles estavam certos. Fibras, cabelos. Além disso, havia uma testemunha. Uma vítima que sobreviveu. — Ah, sim. A sobrevivente. Vítima número cinco. — A voz de Rizzoli transparecia um som estranhamente provocador. — Ela confirmou a identidade do cara — disse Moore. — Ela também o matou com um tiro. Que conveniente. — Você quer prender o fantasma dele? — Você chegou a falar com essa vítima? — perguntou Rizzoli. — Não. — Por que não? — Por que eu faria isso? — Porque você poderia descobrir alguma coisa interessante. Como o fato de que ela deixou Savannah logo depois do ataque. E adivinha onde está morando agora? Através do chiado do celular, ele pôde ouvir sua própria pulsação. — Boston? — perguntou Moore, baixinho. — E você nem imagina qual é o ganha-pão dela.
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