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1407 Words
- Ana Júlia Narrando - Heloísa: você está certa, ele pode sim encontrar alguém que seja tudo isso, mas sabe o que ela nunca vai ser? Ana Júlia: o que? Heloísa: ela nunca vai ser a Julinha que o Pedrinho tanto ama, nunca vai ser a menina que está disposta a morrer por ele, a menina que consegue tirar um sorriso do rosto dele nos momentos mais difíceis, a menina que faz os olhos dele brilharem sempre que a vê, ela nunca será você, meu amor. Ana Júlia: acha mesmo? Heloísa: não acho, tenho certeza. Vocês nasceram um pro outro Júlia, e não importa quanto tempo demore ou quem entre na vida de vocês, uma hora ou outra vocês vão ficar juntos, não sei por que isso ainda não aconteceu, mas o destino vai se encarregar de cuidar disso, por que quando tem que ser nada pode mudar filha. Ana Júlia: igual você e o pai pk. - sorrio. Heloísa: isso, igual eu e o seu pai, nós tivemos nossa hora, e você e o Pedrinho logo mais terão a de vocês, pode ter certeza meu amor! E com essas palavras da minha mãe que conseguiram me acalmar e aquele cafuné dela, eu caio no sono, me permitindo sonhar com ele. ~ Pedrinho narrando ~ Acordo às 7hrs em ponto. Olho em volta e vejo minhas malas, tenho que viajar hoje às 15hrs, então acordei cedo pra ficar um tempo com minha família e quero dar um tchau pra minha Julinha antes de ir. Desço e vejo todos da mesa, até o mais novo integrante da família o Ítalo, ontem nos demos muito bem, ele é um menino muito bom. Pedrinho: bom dia família. Todos: bom dia. Daiane: pra onde vai todo arrumado desse jeito? Seu vôo é só às 15hrs. Matheus: essa eu respondo, ele vai ir ver a amada Julinha dele. Sombra: hummmm, que se o Rodrigo escutar isso ele te mata. Daiane: ain meu bebê tá apaixonado oooooown, por que não me falou que tava namorando com a Ana Júlia? Pedrinho: ihhhh tão viajando é? Ítalo: quem é Ana Júlia? Matheus: não ouviu não? é a namorada do nosso irmão galanteador. Pedrinho: vai a merda Henrique - revirou os olhos. Pego uma maçã e saio da cozinha. Daiane: filhooo - vem atrás de mim. Pedrinho: senhora? Daiane: senhora tá no céu desgraça, vê se leva flores, Ana Júlia ama flores. Reviro o olho e saio de casa. Pego meu carro e vou em direção ao morro, mas paro no caminho, resolvo comprar a tal flor que minha mãe deu a ideia. Compro um buquê enorme e sigo em direção ao morro, subo pra casa da Ana Júlia e cumprimento os vapores. Bato na porta e a tia Heloísa sai, assim que vê o buquê na minha mão os olhos dela brilham. Heloísa: aí que lindoooo... Pk: amor tá falando com quem? Vejo o pk parar atrás dela e me encarar. Pk: que merda é essa? Heloísa: flores, nunca viu não? Dou risada e paro assim que vejo a cara do pk. Pedrinho: a Ana Júlia ainda tá dormindo? Heloísa: sim, pode subir lá Pk: a mas não mesmo!! Heloísa: como é? Pk: eu tenho que ter uma conversa com o Pedro. Heloísa: tem que conversar uma ova, pode subir Pedrinho, e se você falar mais alguma coisa e estragar esse momento eu dou na sua cara Gabriel! Seguro a risada e subo pro quarto da Aninha enquanto eles continuam a briga deles. Abro a porta e a vejo dormindo, paro uns minutos e fico a observando, penso no que vai ser de mim um ano sem poder a ver, sem poder tocar, sentir seus lábios ou seu perfume, sem ouvir sua risada que me faz mais feliz, chego a conclusão que vai ser um péssimo ano, por que não vou ter o motivo da minha felicidade ao meu lado. Me aproximo dela e sento do lado, beijo sua testa e coloco o buquê na frente do seu rosto, vejo ela abrir o olho e levar um susto por se deparar com as flores, ela me olha e sorri. Pedrinho: bom dia. Ana Júlia: bom dia. Ficamos nos olhando por longos segundos até que resolvo falar alguma coisa. Pedrinho: comprei pra você Ana Júlia: são lindas, muito obrigada, mas por que das flores? Pedrinho: quis te dar algo antes de ir, e minha mãe me lembrou que você ama receber flores então... Ela pega o buquê e põe na cama e me abraça, quando vejo ela tá chorando e tô me segurando pra não chorar também. Pedrinho: calma minha morena, vai ser só um ano, vai passar rápido você vai ver, logo mais eu tô aqui te perturbando de novo. Ana Júlia: eu vou sentir tanto a sua falta. Pedrinho: eu também. Ela continua chorando nos meus braços e isso acaba comigo, poucas coisas me destroem tanto quanto ver ela desse jeito e não poder fazer nada pra que ela melhore. Pedrinho: por favor morena para de chorar, você sabe que eu não sei o que fazer quando você tá assim, se tu não parar eu vou chorar também. Ela dá uma risada e me solta, seca as lágrimas e me olha, a puxo e a beijo, vou sentir tanta falta disso. Pedrinho: vem, vamos tomar café. Passo o resto da manhã com ela, rindo, se beijando, até que chega a hora que eu preciso ir à abraço uma última vez. Ana Júlia: promete me ligar sempre que puder? Pedrinho: prometo. Ana Júlia: e promete que vai me chamar se alguma coisa acontecer ou se você se machucar? Pedrinho: prometo, eu só quero que você me prometa uma coisa! Ana Júlia: o que? Pedrinho: que vai continuar a mesma mina forte de sempre, que não se deixa abalar, e que vai ser feliz, que não vai ficar sofrendo, e que se alguma coisa acontecer que vai me ligar na mesma hora, por que eu não penso duas vezes antes de pegar o primeiro vôo. Ana Júlia: é mais de uma promessa! Dou risada e a encaro. Ana Júlia: prometo. Passo o resto da manhã com ela, rindo, se beijando até que chega a hora que eu preciso ir a abraço uma última vez. Ana Júlia: e agora, como a gente fica? Pedrinho: acho que temos que seguir a vida né. Ana Júlia: quê? Pedrinho: você sempre disse que não quer compromisso, e que gosta da sua liberdade, quero que você seja feliz morena, então segue sua vida, e quando eu voltar a gente vê o que faz, se sua visão tiver mudado a gente conversa sobre isso de novo. Vejo que ela fica estranha mas logo volta ao normal. A abraço mais uma vez e entro no carro antes que eu desista de ir e parto pra casa. Assim que chego vejo que estou atrasado, subo pro meu quarto e desço com minhas malas e me deparo com todos na sala, meus irmãos sentados num sofá, minha mãe chorando e meu pai tentando controlar a velha. Minha mãe é a primeira a me abraçar. Pedrinho: mãe, respira a senhora vai passar m*l. Daiane: se cuida meu bebê, toma muito cuidado por favor. Pedrinho: eu vou tomar mãe. Daiane: eu te amo meu bebê, vou morrer de saudades. Pedrinho: também te amo mãe, e não precisa se desesperar é só um ano, tá bom. Ela concorda e eu beijo a testa dela, ela me solta e se senta no sofá e meu pai vem me abraçar. Sombra: se cuida filhão. Pedrinho: pode deixar pai, e não se preocupa, como você diz eu tenho meus contatos. Ele dá risada e vai até minha mãe. Dou um abraço no Ítalo que logo volta a se sentar e por último abraço o Henrique. Pedrinho: cuida da mãe, tá? Matheus: pode deixar que eu cuido dela e cuido da sua Julinha também. Pedrinho: valeu mano. Matheus: mas faz favor de se cuidar viu, se não a velha infarta. Daiane: eu ouvi Matheus Henrique, me chama de velha de novo que EU te mando pra outro país só que na base da pancada! Como vou sentir saudades da loucura dessa minha véia, só um abraço em todo mundo rapidinho antes de ir embora, um vapor vai me levar ao aeroporto, e enquanto saímos eu me despeço por pensamento do meu morro, é agora começa o ano mais longo da minha vida.
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