Quando levantei de manhã, estava esperançoso em ir ao hospital e saber mais da garota que tentou suicídio. Mas eu não esperava que chegando ao hospital tivesse a notícia de que ela havia fugido do hospital.
Como uma pessoa foge de um hospital sem ser vista? Como eles puderam deixar ela sair? Ainda mais que ela poderia cometer essa loucura novamente. Bando de incompetentes.
Eles nem conseguiram descobrir quem ela era. Nem nome, e nem nada. Se eu soubesse que eles não olhariam ela, eu tinha colocado meus seguranças aqui a vigiando. Droga, e agora? Como vou achá-la? Preciso achá-la e ajudá-la.
Passei semanas atrás dela. Minha vida parou só para encontrar essa garota de olhos azuis. É a única coisa que tenho dela. Mas nada, não encontrei nada.
Dias depois fiquei sabendo que a mesma tinha dado entrada no hospital novamente por envenenamento. Essa garota está passando por algum problema, e eu preciso ajudar. Porém novamente ela fugiu do hospital.
Porra, será que ninguém entende o que está acontecendo com ela? Será que não podem seda-la, para que a mesma possa ficar mais dias no hospital. Eu quero vê-la, quero encontrá-la. Deus será tão difícil assim?
Não estava com paciência ultimamente para nada. Para Annie então, nem se fala. Já mandei ela embora da minha casa várias vezes, porém ela continua aqui como uma gata miadeira. Fala, fala, e não eu tenho mais saco para isso. Resolvo caminhar para me acalmar um pouco.
Como pode uma pessoa sumir assim? Coloquei minha equipe toda de seguranças atrás dela, porém nada. Se ela tiver conseguido seu intuito, eu não vou me perdoar nunca. Eu poderia ter ajudado.
E os incompetentes do hospital não servem para nada. Só para cobrar a conta dela. Claro que paguei, não me importa o quanto ficou ou ficaria, paguei as duas vezes que ela foi internada.
Andei conversando com minha mãe sobre essa garota, até porque minha mãe trabalha no mesmo hospital como pediatra. Minha mãe está me ajudando, mas não conseguiu saber nada.
Ainda correndo, fico pensando naqueles lindos olhos. Ela é uma garota bonita. Porque tentar tirar a própria vida? Merda, Merda. Não consigo pensar em outra coisa.
Caminhando resolvo passar em uma lanchonete para comprar água. E do nada esparro em alguém. Vou pedir desculpas e vejo aqueles olhos, sim, é ela. Não pode ser, ela aqui na minha frente. Ela não irá escapar de mim mais. Eu pretendo ajudá-la.
—Srta. A chamo. Ela fica me olhando. Acho que não se lembra de mim.
—Desculpas, Sr.
—Não, tudo bem. E você está bem?
—Sim. Eu preciso ir.
—Espere, você não está lembrando de mim? Ela arquear a sobrancelha direita e me olha. Talvez tentando se lembrar.
—Não.
—Eu te salvei na ponte. Não queria comentar isso, mas é impossível.
—E o senhor quer que eu o agradeça? Ela diz no tom de voz brava. A situação dela é pior do que pensava.
—Não. Só queria saber se estava bem.
—Graças ao Sr não. Não estou bem. Deveria ter me deixado morrer. Mas isso não vem ao caso. Eu tenho que ir.
—Espere, eu posso te ajudar e quero te ajudar.
—Eu não quero ajuda.
—Você precisa de ajuda. Ela não pode está tão desiludida assim com a vida. Ela precisa reagir.
—Já disse que não quero ajuda, nem sua e nem de ninguém. Há e faça-me o favor de quando ver alguém se matando, não impeça. Você e nem ninguém sabe o que essa pessoa passa e quer.
Ela fala e sai se misturando a multidão na rua. Meu Deus, eu preciso ver onde ela mora, assim poderei vigia-la. Ela não vai mais tentar tirar a vida. E como disse antes ela é linda.
Tento segui-la, mas é em vão, a perdi no meio das pessoas na rua.
Volto para casa e fico estático vendo Annie passear pela casa só de camisola transparente. Eu não quero brigar, eu não quero brigar.
—Annie, o que faz assim?
—Assim como, amor?
—Vestida dessa forma, e ainda passeando pela casa.
—Estava esperando você.
—Annie, olha eu não estou no meu melhor dia. Então se vista e vá para sua casa.
—Eu quero dormir aqui, e ainda fazer aquele amor gostoso com você. Ela diz me abraçando e beijando meu rosto. E eu não quero nada. Só queria ter ficado mais tempo com aquela garota dos olhos azuis, e tentar entende-la.
—Annie, eu não estou afim de nada. Por favor, me deixa sozinho.
—Há amor, faz dias que você não me toca. Eu quero você. Santo Deus, me dê paciência com ela.
—Eu não quero ficar com você. Entende isso.
—Ok, mas eu não vou embora. Estou no quarto vendo TV. Quem sabe você se anima
—Faça como quiser.
Eu não estou para conversa. Não quero nada. Só quero encontrar essa garota. Eu preciso descobrir onde ela mora.
Como pude perdê-la de vista? E o pior é que tenho uma viagem de negócio e passarei uma semana fora. Não queria ir, mas eu preciso.
A viagem de uma semana foi boa para os negócios, mas péssima para mim, pois novamente a garota foi internada. Tentou se matar dentro da sua casa. Alguém achou quase sem vida. Droga. Porque ela faz isso para si mesmo?
Cheguei em Washington, ela já tinha saído do hospital, mais a vez sem deixar dados nenhum. Mas como eu sou Tommy Phillips, deixei um segurança para segui-la. Dessa vez ela não irá escapar de mim. Eu preciso ajudá-la.
Meu segurança disse que ela tinha ido direto para igreja. Ela ficou o tempo todo lá chorando e conversando com o pastor Jefferson. Eu o conheço. Sou benfeitor da igreja.
Tomo um banho rápido e me encaminho para lá. Mas quando chego lá, ela já foi.
Ligo para meu segurança e ele me diz que ela está no parque. Entro no meu carro e sigo para lá.
Chego no parque e meu segurança me mostra a onde ela está. Vou para perto dela e me sento ao seu lado. Ela não me percebeu.
Fico olhando para ela. E não consigo imaginar o porquê dela ainda tentar contra sua vida.
—Oi... Falo para ela, que nem me olha e nem respondi. Eu ainda quero te ajudar. Ela me olha surpresa, talvez por ver quem eu sou.
—Você? O que faz aqui? Está me seguindo?
—Na verdade sim. Fiquei sabendo de outro atentado seu.
—Olha eu não quero falar sobre isso.
—Tudo bem, mas porque não me diz seu nome.
—Para que?
—Eu quero te conhecer.
—Eu não quero conhecer você e nem a ninguém.
—O que aconteceu a você para ser assim? Para desistir da vida, da sua vida?
—Não importa. Nem para me matar eu sirvo. Ela está destruída. Será o que houve?
—Olha, meu nome é Tommy, e desejo realmente te conhecer. Ser seu amigo.
—Tommy, não me entenda m*l, mas eu não quero ser amiga de ninguém.
—E porque você não me dá uma chance de mudar a sua cabeça?
—Para que? Para me abandonar no primeiro momento? Assim como fizeram meus pais e meu namorado? Merda, ela se senti sozinha. Está depressiva.
—Isso não vai acontecer. Eu te prometo. Ela dá um sorriso sem graça.
—Como meu namorado me prometeu. Nunca iria me deixar.
—Seu namorado é um i****a. E você não deveria está tentado acabar com a sua vida por causa dele e nem de outra pessoa.
—O que você sabe? Pare de falar como se me conhecesse. Ela se levanta alterada.
—Desculpa, não queria te deixar assim. Mas quero realmente que sejamos amigos.
—Eu não quero sua amizade e nem preciso dela.
—Mas, eu vou insistir nisso. Tudo que eu puder fazer para te tirar dessa situação, eu vou fazer.
Ela não diz nada, me olha, e em fração de segundo Annie chega dando um tapa na cara da garota. p***a, o que Annie faz aqui e porque fez isso.
Seguro Annie, pois ela estava batendo na garota.
—Annie, o que você está fazendo. Pergunto já com a raiva crescendo em mim.
—Eu, o que estou fazendo aqui? Protegendo o que é meu. Quer dizer que você está me traindo com essa daí? A garota olha para ela e depois para mim. Merda.
—Annie, você está enganada. Ela só é uma amiga. A garota me olha sorrindo torto.
—Eu não sou nada sua, nem amiga e nem nada. Eu nem te conheço. E aqui sua louca, quando for bater em alguém que está com seu Namorado, verifique primeiro. Dá próxima vez que você ver seu namorado perto de mim e me agredir como fez agora, eu não vou deixar, você irá apanhar também. E tenham uma boa noite, seus doidos. Ela diz e se vai. Merda Annie tinha que atrapalhar logo agora? Mas isso não ficará assim.
Saio dali direto para meu carro, deixando Annie para trás. Eu sei que ela aparecerá lá em casa. Já ligo para Malve e peço a ele para pedir a Sra Joana para arrumar todas as coisas de Annie. Isso já estava passando dos limites. Nós dois estávamos enrolando um ao outro. E hoje isso passou dos limites.
Eu não estava fazendo nada, mas ela pensando em seu benefício próprio resolveu tirar conclusões erradas.
Chego em casa e Sra Joana está no meu quarto colocando as roupas de Annie na mala. Eu não digo nada.
Vou para meu escritório e ligo para o segurança que deixei seguindo a garota. Eu preciso saber o nome dela. Ele me diz que ela foi para o shopping. Peço a ele para não perder ela de vista. Quero saber o endereço dela.
Annie não veio para cá. Ela quer dá um tempo para eu esfriar a cabeça, mas isso não irá acontecer. Mais cedo ou mais tarde vamos nos ver e dá um fim a esse relacionamento que nem deveria ter começado.