🩸 NARRADO POR RENATO (CARDEAL) — “O VAZIO DA TRAIÇÃO” Dois dias. Quarenta e oito horas de uma calmaria que só os tolos confundem com paz. Eu movia as peças de longe, monitorando a subida da Yasmin, o rastro sumido da Pilar e o silêncio suspeito das fronteiras do Playboy. Mas havia um centro gravitacional para o meu poder, um ponto fixo onde toda a minha história, meus segredos e as coleiras que eu mantinha no pescoço dos poderosos estavam guardados. O caderno preto. Eu precisava dele. Precisava conferir um nome, uma rota de escoamento que o Secretário de Segurança tinha me "cedido" em troca de silêncio sobre o filho viciado. Entrei no galpão e o som das minhas botas no concreto parecia o bater de um sino fúnebre. Os vapores que limpavam o pátio pararam. Eles sabiam que, quando eu busca

