O MATERIAL DA VERDADE NARRADO PLAY BOY O silêncio na minha sala era absoluto, interrompido apenas pelo zumbido quase imperceptível do sistema de ventilação de alta precisão. Olhei para o relógio de parede de titânio. Quatro minutos e trinta segundos. No Soberania, o tempo não corre; ele obedece a uma coreografia de necessidade e execução. A porta abriu sem ruído, os rolamentos magnéticos ignorando as leis da fricção. Pingo entrou. Ele estava com a mesma expressão de sempre: um vazio analítico por trás das lentes escuras que nunca revelavam para onde ele estava olhando. Carregava uma maleta rígida de polímero preto, daquelas projetadas para sobreviver a pressões abissais. Pingo não era um brutamontes como o Caveira; ele era um bisturi de precisão. Ele não quebrava ossos por prazer; ele

