NARRADO POR PLAYBOY Eu só posso ter ficado maluco. Não tem outra explicação lógica. Devem ter colocado alguma coisa na minha bebida ou o sol do Rio de Janeiro finalmente fritou os meus últimos neurônios funcionais. Desci aquela viela com o morro inteiro abrindo passagem. O silêncio era absoluto, interrompido apenas pelo som dos meus passos e pelo falatório incessante da Suzana ao meu lado. Gente me olhando, gente cochichando atrás das portas, o respeito misturado com uma curiosidade mórbida coisa que eu controlo há anos com mão de ferro e mesmo assim… Pela primeira vez em muito tempo, EU não tava no controle da situação. A mão dela ainda estava na minha. A mão era pequena, leve, mas parecia pesar uma tonelada. Ela andava solta, saltitante, como se não tivesse acabado de detonar uma

