ðĪ NARRADO POR SUZANA â âO IMPACTO, O COLO E O VAZIO DO QUE FICOU PARA TRÃSâ Encostei a testa no vidro frio do carro, sentindo a vibraçÃĢo do motor blindado ressoar contra os meus ossos. LÃĄ fora, a geometria rÃgida e cinzenta da cidade se abria como um mapa que eu desaprendi a ler. NÃĢo era nostalgia que me apertava o peito; nÃĢo havia aquele calor melancÃģlico de quem reencontra um velho amigo apÃģs anos de distÃĒncia. O que eu sentia era uma anÃĄlise fria, quase clÃnica, de quem observa as ruÃnas de uma civilizaçÃĢo que jÃĄ nÃĢo habita mais. As ruas pareciam estreitas demais, os prÃĐdios excessivamente baixos, e o cinza do asfalto tinha uma palidez doentia se comparado ao marrom da terra batida e ao verde indomÃĄvel que cercava o impÃĐrio dele. A "civilizaçÃĢo" aqui embaixo me parecia um teatro de so

