⚓ NARRADO POR TURCO — “A MÃO QUE APRENDEU A CALAR” (Flashback — Dias depois da reunião que virou sentença) Ninguém fala do depois. Todo mundo lembra da faca, do grito, do sangue escorrendo pela mesa de madeira e tingindo o chão do QG. Mas o depois... o depois é onde o homem decide se vira um cadáver esquecido ou uma ferramenta afiada. Minha mão demorou dias para parar de queimar. Não teve hospital, não teve anestesia. Foi pano sujo, cachaça para limpar o corte, remédio roubado e vergonha engolida a seco. Cada pulsada no ferimento era um lembrete do meu erro. Sou burro, pensei mil vezes. O Playboy me atravessou a mão na frente de todo mundo. Não foi raiva; foi um recado escrito em carne e osso. Eu achei que minha história terminava ali, que eu viraria apenas o exemplo de "quem fala dema

