O MÉTODO DO PLAYBOY: A ANATOMIA DA DOR Eu não tinha pressa. Enrolei as mangas da minha camisa preta bem devagar, deixando as serpentes tatuadas nos meus antebraços aparecerem sob a luz fraca. O Viper estava ali na minha frente, amarrado, soltando um som anasalado de pavor que só me dava mais vontade de começar. — Tu achou que ia ser rápido, né? — Eu sorri, mas meus olhos continuavam mortos, focados nele. — O Cardeal te ensinou a rezar, mas eu vou te ensinar a sentir o inferno antes de tu chegar lá. Peguei o alicate de pressão. Eu não ia direto ao ponto, queria que ele sentisse cada segundo da espera. Primeiro, encostei o metal frio na base da unha do dedo médio do Viper. Apertei só o suficiente para eu sentir a resistência do osso dele. — Esta aqui é pela Suzana. — Com um puxão seco e

