đ€ NARRADO POR ALEXANDRE (PLAYBOY) â âCAFĂ, BEIJO E A VERDADE NA GARGANTAâ Fiquei ali parado, sentado na beira da cama, observando a Ășnica coisa que ainda me mantinha com um pĂ© na sanidade. Suzana dormia daquele jeito indecente de quem nĂŁo pede desculpa por ocupar espaço no mundo. O lençol estava embolado na cintura, uma perna jogada para fora do colchĂŁo, o cabelo espalhado no travesseiro como se tivesse travado uma briga com a noite inteira e vencido por nocaute. O rosto dela estava relaxado, sem os vincos de preocupação que ela usava como mĂĄscara durante o dia. Sem medo. Sem cĂĄlculo. Sem a menor ideia do incĂȘndio que eu tinha acabado de acender no andar de baixo. O contraste me deu um soco silencioso no estĂŽmago. Eu tinha acabado de decretar uma sentença de morte, de planejar um desmon

