CONTINUAÇÃO — SUZANA ALCÂNTARA O AMANHECER NA CADEIA (OU A PRISÃO DO CAFÉ NEGADO) A claridade entrou pela janelinha da cela como quem invade a privacidade de alguém de propósito. A fortona abriu um olho. A da máscara levantou a cabeça. E eu, Suzana Alcântara, acordei como sempre: — QUEM DESLIGOU O AR-CONDICIONADO DO MEU SONHO?! As duas me encararam. — Suzana… — disse a fortona — isso aqui é prisão. Não tem ar-condicionado. Eu sentei na cama dura, descabelada, coberta amassada, cara de ressaca emocional, e declarei: — Eu preciso de café. A da máscara me olhou devagar. — Café… onde? No seu bolso espiritual? Eu ignorei a ironia. — GENTE, eu não tô brincando. Se eu não tomar café, eu fico perigosa. A fortona levantou a sobrancelha. — Perigosa como? — Eu começo a falar mais ráp

