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1239 Words
Emile - Emi 🫦 - Dois dias depois. Escuto o barulho infernal do baile que a Isabel me obrigou a vim com ela e respiro fundo já sabendo que vou me estressar. __ aí mana, isso aqui tá cheio demais cara. - falei alto por conta do som e ele assentiu rindo tomando a cerveja dela. - já me arrependi. - falo e ela faz careta pra mim. Isabel é minha prima por parte de mãe, minha irmãzinha, mas sempre foi chatinha em questão dessas coisas, ou eu saía com ela ou fazia um drama do c*****o, mas nem sempre eu cedia, porque eu sempre fui mais na minha, sempre gostei de ficar mais de leve e essa doidinha sempre gostou de muvuca. Hoje não foi diferente, não queria vim pra esse auê todo, mas ela insistiu tanto, mas tanto que eu acabei cedendo, não quero ser chata também, faz quatro anos que não saio com essa doidinha, aí acabei cedendo, mas se eu me estressar nessa merda, vou embora e deixo ela aqui. Ela eu sei que só sai daqui quando o sol raiar, sempre foi assim, tem nem porque bater cabeça. __ Hoje eu vou fuder com teu grelinho de diamante, Hoje eu fuder, vou fuder, vou fuder. - cantei a música horrível que estava tocando enquanto balançava o corpo junto dela, as músicas são terríveis, mas gruda de um jeito na mente que não tem como. Ficamos por ali suando a raba por um bom tempo, até meu pai começar a encher o saco pra subimos para o camarote porque estava enchendo muito. __ vai ter alguma atração surpresa hoje? - perguntei enquanto caminhávamos em direção ao camarote e ela assentiu animada. - quem? __ um tal de pz aí. - brincou e eu dei um gritinho animada, amo o cara véi, amo de paixão, sei todas as músicas na cabeça, só não gosto muito do jeito escroto de ser com a ex mulher dele, a diva da Vivi, mas aí é com eles. Pude respirar aliviada assim que chegamos no camarote, só tinha aliados por aqui, cada um no seu cantinho, tinha espaço pra andar e até dançar se quiser, até sentir o arrependimento que eu tava ir embora, também sabendo que o pz tá na casa, não tem como. __ vocês são duas pirracenta né, tava já indo buscar pelo cabelo. - meu pai reclamou como sempre e minha mãe rindo tentando distrair ele, chato abeça, parece que somos duas adolescentes, sendo que eu já tenho vinte e dois e a Isabel vinte e um. __ aí papito você já tá velho pra tá se estressando assim hein, cuidado com o coração homem. - brinquei e ele me mandou o dedo do meio como resposta, a cara tava fechada, mas tinha sim um sorrisinho no canto da boca. Que saudade eu tava disso, dessa anarquia toda com esse povo. Me sentir incomodada, como se um olhar penetrasse dentro de mim, meu corpo inteiro arrepiou, mordi a boca sem entender o que eu estava sentindo e varri o olhar pelo lugar encontrando com o olhar dele, filho da p**a gostoso. Parecia que o mundo tinha parado, a música ficou distante, as vozes da mesma forma, parecia só existir ele e eu, nosso olhar sincronizado, vejo ele subir a mão até a barba feita a pouco tempo e passar por ali, acabo percebendo ele passar a língua de um canto a outro na boca e o sorrisinho filho da p**a no canto da boca. Desde do que rolou no banheiro lá de casa eu tava tentando evitar ele e parece que ele também estava fazendo o mesmo, dois dias se passaram e nem ir lá em casa ele foi, pra mim foi até melhor, mas ver ele agora foi como um choque de realidade, p***a eu quase dei para o meu padrinho, que pecado do c*****o. Sair do transe com o dj anunciando o meu homem no palco, sentir a doidinha da Isabel me puxar até a grade e foi o momento que ele entrou, p***a, tava gostosinho demais. __ tô nem acreditando. - falei feliz. __ nem eu mana. - falou toda eufórica, sempre gostamos das mesmas bandas, cantores e Mc's, não tive irmã nem irmão na vida, mas ela foi e é uma pra mim, apesar das loucuras. __ fala aí rapaziada do PPG. - falou no microfone e o povo gritou, todo mundo tava eufórico. - quero agradecer ao chefe o convite de cantar pra vocês e dizer que é uma honra. - falou todo bonitinho. - quero ver se vocês sabem essa aqui ó. - falou e o dj soltou a batida, me arrepiei só com a batida. - Brotei na pista daquele jeito Ela passou e jogou o cabelo Trajadão, eu tô pique modelo E as danada quer sentar pro pai. - cantei junto da Isabel que gravava no celular e rimos, tava gostosinho demais. Ficamos nessa gravando e cantando junto com o homi, tava tão animada que nem vi o tempo passar, já iam dar três da manhã, meus pais já tinham vazado, Isabel me enrolou dizendo que ia no banheiro e não voltou mais, só restou eu e o pz se despedindo. Sinto uma mão na minha cintura me puxando até um cantinho escuro do baile e quase surto mas relaxei ao ver ele ali. __ tá maluco? - perguntei olhando ao redor pra ver se alguém viu e escuto ele rir e cheirar meu pescoço me deixando arrepiada. - não faz isso, saí. - tento empurrar mas é em vão. __ vou ser emocionado se dizer que nesses dois dias não parei de pensar em você? - falou no meu ouvido e eu mordi a boca sentindo o gosto metálico dentro dela. - p***a pretinha, tu acabou com a minha sanidade e não faz nem uma semana que chegou. - respiro fundo, queria muito agarrar ele aqui e agora, queria muito me aventurar com ele, f********o em todos os lugares possíveis desse mundo, mas tudo acaba quando eu lembro quem ele é, porque tinha que ser justo ele? __ não podemos fazer isso Coronel. - falei e ele suspirou segurando no meu rosto me fazendo olhar pra ele. __ só uma noite preta, só essa noite e eu não te procuro, nunca mais. - falou cheio de desejo e eu queria muito negar, mas eu já estava entregue a ele, nem que seja só essa noite. __ só hoje. - murmurei e ele não perdeu tempo beijando minha boca, minha barriga revirava de medo, medo de tudo que estava acontecendo, medo de alguém ver, medo de tudo que o povo vai pensar. Paramos o beijo por falta de ar e ele saiu me arrastando por trás do camarote, evitando de alguém ver, dei graças a Deus quando vi o carro dele por ali e ninguém próximo. Ele abriu a porta pra mim e eu entrei rápido, enquanto ele entrava no carro, eu olhava pra ver se não tinha ninguém por perto e realmente não tinha. Suspirei com medo e sentir a mão dele puxar minha nuca depositando um selinho na minha boca. __ relaxa e curti a melhor noite da tua vida preta. - falou todo engraçadinho e eu rir, espero não me arrepender de nada disso. Apenas assenti beijando ele novamente, ficamos nessa por um tempo, até ele guiar com o carro, sei lá pra onde.
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