Emile - Emi 🫦
20H depois. ⏰
Finalmente solo brasileiro, exausta e morrendo com dor na cabeça, tudo que eu queria era um banho gelado e cama, mas sabia que não seria bem assim com minha família, são quatro anos longe e com certeza eles vão querer matar a saudade e eu nem julgo.
Ouvir o grito estérico da minha mãe e sorrir sentindo os olhos marejar, vi ela vindo na minha direção correndo e soltei a mala no chão.
__ minha filha, que saudade de você pretinha. - falou enquanto me abraçava e chorava.
__ eu também estava mãezinha.- murmurei a apertando no abraço e sentindo o cheiro de lar que só ela tem.
Nos afastamos e ela me analisou, como se tivesse vendo se eu estava inteira.
__ você tá ainda mais linda do que nas fotos e chamadas, minha menina cresceu mesmo. - falou emocionada e eu rir boba. - chega de adiar, vamos pra casa, tem um povo te esperando. - estalei a língua no céu da boca, tava morrendo de saudade do povo, mas tava morta de cansada.
Assenti pegando a mala com poucas roupas que eu trouxe, deixei a maioria lá, porque quando voltar, não preciso levar tanto e vice versa, sou muito preguiçosa pra arrumar mala.
Caminhamos juntas até fora do aeroporto e ficamos na luta de chamar um táxi, tinha esquecido o quão é difícil alguém aceitar uma corrida para o PPG, é f**a.
Ficamos nessa durante uns quinze minutos, até que um ser de Deus aceitou com muito custo, meu pai é dono do PPG, mas minha mãe não gosta muito de usufruir das coisas dele, então sempre sai de Uber ou táxi, o homem é o mais procurado do Rj se duvidar e m*l saí daquela favela, então não tem muito o que fazer.
Enquanto o divo dirigia, minha mãe não parava de tagarelar um minuto e eu até entendia ela, tava botando todos os babados em dia e matando a saudade, enquanto o carro passava eu olhava as ruas e praias do rj, não sabia que estava com tanta saudades assim até ver de perto, eu amo praia especialmente as daqui.
__ amanhã podemos vim se você quiser, tomar uma gelada e comer camarão. - minha mãe comentou e eu assenti feliz, mas duvido muito que eu iria vim, preciso descansar pelo menos uma semana.
Não demorou muito e o cara nos deixou no pé do morro, bufei estressada só de imaginar subir isso tudo com essa mala e o sol de rachar a cabeça.
__ vou procurar algum capacho do teu pai, hoje eu não vou subir andando nem fodendo. - murmurou e eu estalei a língua no céu da boca, odiava a forma que ela tratava os outros por conta do ódio que sente da vida do meu pai.
Depois de um tempo esperando, ela finalmente achou um dos meninos e ele veio até nós com o carro, fez a gentileza de pôr a mala no carro e entramos no banco de trás seguindo o caminho.
Fiquei vendo como estava mudada e cada vez mais linda, né porque é meu pai não, mas ele faz um ótimo trabalho.
Nem demorou muito e já estávamos na porta de casa, e parece que nada mudou.
Sabe aquelas supresas que a família de pobre inventa fazer e acaba deixando as sandálias na porta? Pois é, se era pra ser surpresa, já era.
Minha mãe riu parecendo ler meus pensamentos, descemos do carro pegando a mala e eu agradeci ao garoto, ele só acenou com a cabeça e foi embora.
Respirei fundo antes de entrar mas acabei sorrindo quando entrei e vi minha família inteira ali, várias fotos minhas com as crianças em bengo e a facha escrito "seja bem vinda de volta", os olhos encheu de lágrimas e o coração apertou com saudades das minhas crianças, mas estava muito feliz de após quatro anos, está ali com a minha família.
Devagar vou falando com todos, mas quem eu queria mesmo estava sentado de braços cruzados esperando todo mundo terminar e quando aconteceu não aguentei segurar as lágrimas e finalmente pulei no colo dele agarrando o pescoço como fazia quando era criança.
__ que saudade paizinho do meu core. - falei fungando e ele riu alisando minhas costas.
__ minha pretinha cresceu. - falou rouco e eu sabia que estava segurando o choro por conta dos outros. - saudades pô. - me apertou no abraço, ficamos ali um tempinho matando a saudade, mas logo cuidei em ir levar minhas coisas para o quarto e se pá tomar um banho.
Abrir a porta do meu quarto vendo do mesmo jeitinho que deixei e rir fraco, precisava mudar algumas coisas ou até alugar uma casa pra mim, isso seria conversa pra depois.
Despejo minha mala em cima da cama e abro ela, pego um short jeans e uma blusinha do flamengo, pego um conjunto de calcinha e sutiã, meu sabonete líquido e minha toalha, precisava tirar esse cheiro de viagem de mim.
Sair do meu quarto e entrei na porta de frente ao meu quarto que era o banheiro.
Tomei meu banho Premium e me organizei no banheiro, ajeitei tudo que baguncei e voltei para a sala não vendo mais ninguém ali, ouvindo o barulho do povo na área da piscina.
Sinto meu celular vibrar no bolso do shorts, quando ia pegar acabo me batendo com uma pessoa, quase caio no chão se não fosse ele me segurando forte.
__ foi m*l pretinha.- ouço a voz rouca falar e sinto meu corpo inteiro arrepiar, levanto meu rosto na direção dele vendo ele sem camisa, todo musculoso, boquinha carnuda e vermelhinha.
Balanço a cabeça sem conseguir falar nada ainda hipnotizada com o olhar dele.
__ já encontrou o seu padrinho filha, tava indo te chamar agora, acabou de chegar esse safado. - escuto a voz da minha mãe no fundo e sorriu sem graça me afastando dele, p***a, o homem gostoso que eu acabei de me bater é meu dindo, o f**a é que não reconheci, de tão gostoso que ele está.