Acordo com calor e enjoo. Tive mais um pesadelo essa noite. Chamo por minha mãe, mas ninguém responde. Saio da cama e calço minhas pantufas, presentes do meu último aniversário e desço as escadas da casa em que moramos. É uma casa grande só para duas pessoas, ela me causava arrepios, mas mamãe dizia que é bobagem minha, que é apenas mais uma das minhas frescuras. Mas eu não tenho frescuras! Chego à cozinha e encontro minha mãe fazendo as unhas com Dona Vânia, sua manicure. - Eu tive um pesadelo. - começo a chorar. - Amanda, pare com isso! Vai chorar na frente das visitas? - ela me corrige. Eu engulo o choro constrangida, não pela Dona Vânia que sempre é tão gentil comigo, mas pelo o que minha mãe disse. - Eu tive medo. - choramingo. - Porque você é uma bobona. Vai tomar seu café da

