Acordo, mas não abro os olhos. Minhas pálpebras estão pesadas e abri-las exige um esforço que ainda não estou preparada para fazer, minha cabeça dói e tento me lembrar porquê. Uma a uma as lembranças de ontem vão voltando e abro meus olhos imediatamente ao me lembrar de ligar para o Davi. Nããão! Permaneço imóvel, com medo do que irei encontrar, mas a parede que eu estou encarando não tem nada a ver com a minha. Oh Deus, eu estou na cama dele? Não se mexe, não se mexe! Finge que continua dormindo e prorroga o momento do constrangimento o tanto que puder. Será que ele está dormindo nessa cama também? Será que ele está atrás de mim? Não posso olhar! Tenho que me controlar e pensar! E se eu saísse sem que ele me visse? Não deve ser tão difícil. Olho o mais devagar possível para baixo

