CAP 05: CLARA MARIA

1133 Words
1 semana depois.... Já se passou uma semana desde o meu sequestro, e todos os dias têm sido a mesma coisa. Fico trancada dentro do quarto, e quem traz a minha comida sempre é o Vk, como ele mesmo se apresentou para mim. Eu não sei o seu nome verdadeiro, pois ele não quis me falar. Não sei o que fazer. Ele até que está me tratando bem, diferente dos outros. O mesmo até me trouxe vários chocolates dois dias atrás e ainda me ameaçou, dizendo que se eu contasse a alguém, ele cortaria a minha língua. Quase ri de sua cara, mas me segurei, vai que eu levasse um tiro. Nunca espero nada desses bandidos. O monstro vem todos os dias me ameaçar, sempre a mesma ladainha, de que se eu tentasse fugir, ele ia me matar, e sempre falando do meu pai, dizendo que ele era um monstro e que eu não o conhecia direito. Em um dia desses, eu o confrontei, dizendo que eles mereciam e que eram a raça mais podre do mundo. O resultado disso foi um tapa na minha cara tão forte que cortou meus lábios. O mesmo não parecia se comover com o sangue saindo da minha boca e muito menos com o meu choro. E como eu sempre falei, ele é um psicopata que sente prazer em ver as pessoas o temer. Sinceramente, estou cansada de chorar todos os dias. Já estou aceitando que vai ser assim até o dia que eles resolverem me matar. Em um dia desses, Vk apareceu com uma sacola de roupas. Eu não sei de onde o mesmo tirou aquilo ou se comprou, mas tinha roupas íntimas, dois pijamas, uma calça jeans com uma regata preta, um vestido branco que vai até os meus joelhos e um tênis branco. Eu não sei exatamente o porquê dessas roupas, se eu vou ficar trancada nesse quarto até mofar. Já estou me sentindo um móvel de tanto tempo que já estou aqui. Pego duas toalhas no closet praticamente vazio e vou em direção ao banheiro. Tiro o pijama que estou usando e entro dentro do box de vidro. A água gelada cai em meu corpo, fazendo-me relaxar um pouco. Molho meus cabelos e pego o shampoo que está ali dentro. Não é um dos melhores, mas serve. Depois de lavar o meu cabelo e me refrescar um pouco, desligo o chuveiro e saio do box. Enrolo uma toalha em meu cabelo e a outra em meu corpo. Saio do banheiro fechando a porta, e quando me viro, dou de frente com o monstro sentado em minha cama. O mesmo me encara de cima a baixo, analisando o meu corpo. Não sou muito de me gabar, mas confesso que tenho o corpo bonito. minhas bochechas estão queimadas, e aposto que estou vermelha de vergonha. Ele não para de me analisar, e quando seu olhar se depara com o meu, vejo desejo misturado com ódio. Clara: O que vo... você está fazendo aqui? - digo gaguejando. Sempre é assim, quando estou perto desse homem, não consigo formular uma frase sem gaguejar. Acho que é pelo fato de que ele me causa muito medo. Ret: Entro aqui na hora que eu quiser, p***a! A casa é minha - diz grosso como sempre. Esse homem só me dá patada, parece até um cavalo dando coice. - E tu tá fazendo o quê só de toalha, hein? Vai colocar uma roupa, c*****o! Preciso trocar uma ideia contigo, demoro. Clara: Você pode sair do quarto para eu me trocar, por favor? - digo um pouco baixo demais; é capaz do mesmo nem ter escutado. Ret: Se tá me tirando né, vai trocar no closet, p***a! Tem essa merda pra que? - reviro os olhos com sua ignorância e me arrependo no mesmo instante. - Você revirou os olhos pra mim? - pergunta, me fazendo negar rapidamente. Clara: Na... não, eu juro - digo com medo. O mesmo se levanta e vem em minha direção, me fazendo dar passos para trás. Sinto minhas costas baterem na parede fria e começo a entrar em desespero quando o mesmo chega cada vez mais perto. O monstro para bem em minha frente e encara meus olhos. Tento abaixar a cabeça, mas ele ergue meu queixo com seus dedos. Sinto suas mãos fecharem em meu pescoço, em um aperto não tão forte. Ret: Se tu continuar revirando esses olhos pra mim, vou te jogar naquela cama e te fazer revirar eles de outro jeito - diz tão perto que sinto sua respiração batendo em meu rosto. Eu sei o que ele quis dizer com isso, posso nunca ter ficado com um homem na minha vida, mas não sou ingênua para saber que ele está levando para o lado s****l. Aperto minhas coxas uma na outra, incomodada com a umidade e a pulsação. Minha respiração fica mais acelerada quando sinto algo duro contra minha barriga, engulo em seco afastando essa imagem, o mesmo me aperta mais contra a parede, fazendo-me sentir seu corpo cada vez mais pressionado ao meu. Ret: Não me provoca, ratinha. Você não sabe do que eu sou capaz - diz com sua voz grave e rouca mais do que o normal. O monstro olha para baixo, e quando vê minhas pernas cruzadas, o mesmo solta um sorrisinho de lado, como se soubesse o que estava causando em mim. Ele dá uma última encarada em minha boca e me solta, afastando-se. Suspiro de alívio quando não sinto as mãos daquele nojento em mim. Ret: Mais tarde colo aqui pra nois trocar uma ideia, demoro - diz me encarando, e eu assinto. O mesmo sai porta a fora, e logo ouço o barulho da tranca. Respiro fundo e vou até o closet, um pouco atordoada. O que acabou de acontecer aqui? Coloco meu conjunto de renda branca, passo um hidratante de pele que eu achei no banheiro, que por sinal é bem cheiroso. Termino de me vestir e vou em direção à cama, a única coisa que tem para fazer dentro desse quarto. Ligo a TV e coloco na minha série favorita. Estava pensando em fazer pipoca, mas lembrei que não estou na minha casa e sim fui sequestrada. Não sei por quanto tempo vou ficar aqui. Já se passou uma semana. Por que meu pai ainda não veio me buscar? Ele está esperando os bandidos me matarem? Por que ele não deu nenhum sinal de que vai vir ou está vindo me buscar? Será que meu pai esqueceu de mim? Chacoalho a cabeça na tentativa de espantar os pensamentos. Não posso ficar pensando nessas coisas. Meu pai nunca me deixaria aqui por vontade própria. Ele está fazendo um plano para conseguir me tirar daqui. E eu não vejo a hora disso acontecer.
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