Gustavo Pierone O restante da manhã passou leve, divertido e barulhento do jeito que casa cheia costuma ser. Melissa parecia renovada, como se a ressaca tivesse escolhido outra vítima. Falava pelos cotovelos, ria de tudo e volta e meia me beijava sem motivo algum. Liz seguia no extremo oposto: quieta demais, corada demais e claramente desconcertada sempre que cruzava o olhar com Gabriel. O que só incentivava ele a provocar. — Vai querer mais café, Liz? — Gabriel perguntou, encostado na bancada. — Não, obrigada. — Água gelada? — Não. — Um manual de como agir normalmente depois de ontem? Melissa quase engasgou de tanto rir. Liz fechou os olhos. — Gabriel, eu juro que se você continuar falando... — Você vai fazer o quê? — Descobre. — Ih... adoro quando ameaça. Eu ri e balan

