Gustavo Pierone Sexta-feira finalmente acabou. Ou pelo menos a parte em que eu fingia que estava tudo sob controle. Saí do hospital mais tarde do que gostaria, jogando o jaleco no banco de trás do carro e passando a mão pelo rosto antes de dar partida. O dia tinha sido cheio. Consultas, exames, decisões… tudo no automático. Mas, por baixo, uma coisa não tinha saído da minha cabeça em nenhum momento. Ela. Dirigi direto pra casa, sem nem pensar muito. O trânsito estava irritante, como sempre, mas dessa vez eu não me incomodei. Na verdade… eu estava impaciente. Subi pelo elevador do prédio, parecia uma eternidade, abri a porta da cobertura sem nem tirar a chave do bolso direito. — Bel? — Aqui na cozinha, menino! Sorri de canto, jogando as chaves na mesa. Bel estava terminando d

