Melissa Ferraz O som da campainha ecoava insistente, quebrando o silêncio estranho que havia ficado depois que Gustavo sumiu pelo corredor. Respirei fundo, ainda sentindo meu rosto quente demais para ser normal, e fui atender. Quando abri a porta, dei de cara com Gabriel. — Mel… — ele disse, abrindo um sorriso que só ele sabia dar. Antes que eu dissesse qualquer coisa, ele me puxou para um abraço apertado, daqueles que fazem a gente se sentir em casa. Apoiei o rosto no peito dele por um segundo a mais do que o necessário, como se aquilo pudesse me acalmar. — Você tá bem? — perguntou, se afastando um pouco. Senti o olhar dele me analisar com atenção. Meu rosto ainda estava corado, eu sabia. Meu cabelo… bom, definitivamente não estava do jeito que eu cheguei ali. — Tá quente aqui dent

