Capítulo 22

1212 Words

Gustavo Ferraz O beijo ainda estava na minha boca quando a campainha tocou. Eu não planejei. Juro que não planejei. Mas ver a Melissa ali, de pé na minha sala, com aquele ar mais leve, mais viva… diferente da mulher quebrada que eu abracei na madrugada… foi demais pra mim. Ela estava linda. Não de um jeito produzido — linda de verdade. Natural. Presente. Tão perto que eu sentia o calor do corpo dela antes mesmo de encostar. E quando nossos olhares se cruzaram daquele jeito silencioso, eu simplesmente não resisti. O beijo foi calmo. Cuidadoso. Mas carregado de tudo o que eu vinha tentando ignorar. E aí, claro, a porcaria da campainha tinha que tocar. — Merda… — murmurei, me afastando rápido. Corri pelo corredor, peguei a primeira camisa que encontrei e enfiei pela cabeça sem nem olh

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