Gustavo Pierone Melissa saiu do meu quarto correndo, e eu fiquei encarando a porta fechada por alguns segundos, tentando entender em que momento exatamente minha vida tinha virado esse caos delicioso. A resposta provavelmente estava na boca dela, ou nas mãos dela, ou no jeito que tinha me deixado completamente sem condição nenhuma de levantar daquela cama com dignidade. Passei a mão no rosto e soltei uma risada baixa. Sete da manhã, sete da manhã e aquela mulher já tinha acabado comigo. Olhei para o teto, ainda sentindo o perfume dela no travesseiro, no lençol, em mim, Melissa tinha entrado ali como quem só queria me acordar, saiu me deixando sem sono por uns próximos cinco anos. Levantei finalmente, arrastando o corpo até o banheiro, a água gelada bateu no rosto, mas não resolveu mu

