Gustavo Pierone — MELISSA, TÁ AÍ? — o som firme da batida nos tirou daquele momento gostoso e tão nosso. — Justo agora? Sério? — resmunguei, frustrado, ainda com a respiração descompassada. — Ai, meu Deus… — ela se afastou rápido, passando a mão no cabelo — se veste, Gustavo. E agora? — MELISSA? Dessa vez a batida veio mais insistente. Melissa arregalou os olhos, completamente em pânico. — É minha mãe. Passei a mão no rosto, tentando recuperar o mínimo de raciocínio. — Tá, calma— — CALMA?! — ela sussurrou, desesperada — Gustavo, pelo amor de Deus, se esconde! — Onde? Ela olhou ao redor do quarto como se estivesse prestes a tomar a decisão mais importante da vida dela. — Debaixo da cama! — Sério? — AGORA! Nem discuti, me senti um adolescente na puberdade. Me abaixei rápi

