Gustavo Pierone — O que vocês acham de me ter como genro?- perguntei rápido, sem freio. O silêncio que veio depois não teve nada de desconfortável, foi denso, cheio de coisa não dita, daquelas que pesam mais que qualquer resposta. Eu continuei segurando firme a mão dela, a mãe da Melissa levou a mão ao peito, surpresa… mas sorrindo daquele jeito emocionado que entrega tudo antes mesmo de falar. O pai dela me encarava fixo, não como quem me analisa mas, como quem me conhece há tempo demais pra precisar disso. — Você sempre foi cara de p*u assim… ou resolveu estrear hoje? — ele perguntou, segurando um riso. Soltei uma risada baixa. — Só quando vale a pena.- Respondi sem pensar muito. Porque era assim quando eu estava ao lado dela. Sem muito raciocínio, sem muita razão, só sentimento

