–Tamaki?– o moreno está distraído olhando para onde os amigos foram. – Tamaki.– assim como Yukine fez com Nejire e Mirio. Eu puxei Tamaki pela mão para comprarmos as pipocas e as bebidas.
Não sei por que, mas me sentia observada é como se eu tivesse voltado para Los Angeles, onde é cheio de fãs para onde eu vá. .
–Vamos dividir. – Tamaki sugere assim que eu digo que vou pagar tudo. Compramos três baldes de pipocas, cinco latinhas de refrigerantes, e algumas barras de chocolate.
–Vocês formam um belo casal– a moça fala assim que pagamos tudo.
–Obrigada. – dou um sorriso fraco e puxo tamaki novamente, dessa vez pelo braço já que cada mão estava ocupada com um balde de pipocas. –Sempre tem uma pessoa que faz esse tipo de comentário.
–C-como assim?– olho para o garoto.
–Uma garota não pode andar junto de um garoto que já os rótula como "namorados". Parece que não existe amizade entre garota e garoto.
–Você está certa. – ele rir fraco
–Fofo. – novamente falo no automático o que deixa o garoto um pouco corado. –Você é com certeza o garoto mais fofo que eu já conheci. – sorriu para confortar o garoto.
–Você não m-me acha estranho?
–Porque acharia?– Pergunto comendo uma das pipocas do balde que eu segurava.
–Eu sou muito tímido e... E minhas orelhas são enormes... Eu não consigo fazer novos amigos sem a ajuda de Mirio e Nejire. – ele fala olhando de lado.
–Ser tímido é normal, suas orelhas são bonitas, e é normal não conseguir fazer amigos facilmente. Eu demoro séculos para fazer novos amigos.
–Sério?– ele pergunta ainda olhando para o lado.
–Sim, olha o pessoal ali. – vejo Nejire acenando para nós.
–Vamos assistir "Fudidos, mas fudidos juntos"– Nejire fala animada.
–Não sabia que esse filme estava nos cinemas japonês – dou a sacola com as bebidas para Nejire. Tamaki da um balde de pipocas para Mirio e outro para meu irmão.
–Vocês acham mesmo que o Japão iria perder essa oportunidade? Vocês dois chamaram bastante atenção no torneio esportivo. Claro que o filme de vocês iria vir para os cinemas.
Sim, eu e Yukine fizemos um filme. Somos protagonistas de um ótimo filme de comédia. Por causa da influência da nossa família e da quantidade de seguidores que temos, acabaram fazendo um filme no qual somos protagonistas. O filme foi um sucesso na América, tendo mais impacto nos EUA, Peru e Brasil. Se nosso filme está nos cinemas j*******s, não vai demorar muito para sermos reconhecidos aqui também.
–Vai ser assim porque eu quero! – Yukine começa a mandar em todos nós assim que entramos na sala de cinema. –A ordem vai ser, Eu, Nejire, Mirio, Tamaki e Thamy. Amy e Tamaki dividem a pipoca, Mirio e Nejire dividem outra e eu como essa sozinho. – Decidimos fazer o que ele gentilmente obrigou nós a fazer.
No meio do filme sinto alguém me cutucar, me viro pronta para xingar até a milésima geração do infeliz. Porém me controlei ao ver uma criança.
–Você é a garota do filme? – ela me pergunta de um jeito fofo, chamando a atenção da mãe.
–Saki, não incomode a garota. – a mãe a repreende.
–Está tudo bem. – falo para a mãe da garotinha. – Saki, não é?– pergunto para ela que me responde balançando a cabeça. – Depois do filme eu e meu irmão traremos uma foto com você, tá bom?
–Sim.– mesmo com a escuridão da sala, ainda pude ver o sorriso da garotinha. Voltei a ver o filme.
–Não podemos fazer isso cópia m*l feita. – Eu repreendo meu irmão, ele esta querendo pegar o carro escondido para irmos na festa de uma amigo.
–Qual é Thamy. Podemos sim. – Yukine responde
–Sem a chave não vamos a lugar nenhum – falo girando a chave em meu dedo.
–Achei legal o que você fez com a garotinha. – Tamaki fala olhando para mim.
Sorrio, não sei o que falar. Parece que ele sabe como me deixar sem palavras, essa não é a primeira vez que isso acontece. Durante os últimos dias de estágio, eu e Yukine saímos para almoçar com eles, foi no dia que havíamos colocado os piercing de volta. Ele falou um simples "ficou b-bem bonito em v-você". Eu apenas sorri, não consegui dizer um "obrigada". Foi diferente.
–Eu sou mais velha, então eu dirijo. – falo pegando a chave de meu irmão pela terceira vez.
–Por algumas horas.
–Ainda sou mais velha. – entro no banco do motorista. –Entra logo ou vai perder a carona.
–Acho que vou pegar um Táxi
–Ou tu entra ou eu te encho de porrada.
Yukine sentou no banco do passageiro. O medo estava em sua cara. Eu apertei no botão que abria a garagem.
–Vai dar tudo certo, confia. – pisco para meu gêmeo e ligo o carro.
Não deu tudo certo, segundos depois eu bati na parede da garagem, eu e Yukine gritamos.
O cinema virou um mar de risos pela nossa cara após a batida. Esse filme foi divertido de gravar. Na volta para casa nós fomos pegos pela polícia. Só deu merda. O bom é que o filme foi todo inspirado em nossas vidas.
–Quando vocês trocaram de lugar foi hilário. – Najire comenta sobre o filme.
–Foi bom para mim que só tive que andar de Skate com os meninos. – falo comendo um pedaço da barra de chocolate do Tamaki sem ele ver.
–Já eu tive que fazer depilação, aquilo doeu muito. Mas acostumei. – Yukine fala rindo.
–Vem aqui Yukine.– Puxo meu irmão para irmos até a garotinha.
–o que aconteceu com o "Yuki"? – Ele pergunta divertido.
Tenho certeza que ele percebeu que eu estou chamando ele de Yukine desde o momento que encontramos aquela amiga dele, por isso o ar de diversão na voz dele.
–Pega esse "Yuki" e enfia no cu. –falo brava
–Mas gente – escuto a voz de Mirio atrás de nós.
–Saki?– chamo a garotinha que eu tinha prometido fotos.
Depois do filme fomos para um restaurante, já está tarde. Temos que comer algo além de pipocas e chocolate.
–Vou querer Mapo Doufu. – falo para o garçom.
–A senhorita tem certeza? – ele me acha mesmo que eu não consigo?
–Tenho sim.
–Com licença. – o homem sai.
–Tem certeza Thamy? – Tamaki pergunta
–Que prato é esse?– Mirio intercala o olhar entre eu e Tamaki.
–Também quero saber– Nejire concorda com o amigo.
–É uma comida bem apimentada. –Yukine responde olhando para a tela do celular.
–Thamy, a gente pode te chamar de Amy? – Nejire pergunta.
–Claro que pode flor.– respondo quase que imediatamente.
–Sem meu consentimento?– Yukine pergunta.
As pessoas só podem me chamar de Amy se o Yuki deixar, já que foi ele quem me deu o apelido. E as outras pessoas só podem chamar ele de Yuki se eu deixar, mas parece que não funciona mais assim.
–Pega seu consentimento e enfia no cu.
–Para de mandar eu enfiar as coisas no cu. E eu não tenho culpa da Pony começar a me chamar de Yuki. – pelo menos lerdo ele não é.
–O que está acontecendo com vocês? – Mirio pergunta meio preocupado.
–Deixa, a gente resolve isso em casa. – tento deixar eles mais tranquilos.
Nossos pedidos logo chegam. O meu acompanhado de três copos de água. Que exagero. Eu sou amante de pimenta isso só vai fazer cócegas. p**a merda isso é muito bom. Dou um suspiro de prazer ao sentir a pimenta em minha boca.
–Isso está perfeito. – falo ao comer um pouco. –Vou vir aqui sempre.
–Não parece ser tudo isso que falam. – Mirio comenta e Nejire afirma com a cabeça. – prova aí tamaki
–p-por que eu?– o garoto foi pego de surpresa.
–Você é nosso especialista em comida, Tamaki.– Nejire incentiva ele.
–Aqui. – pego a comida em meu hashi e levo em direção ao moreno. – Abri a boca Tamaki.
O moreno estava vermelho com minha ousadia. f**a-se. Ele abre a boca e eu coloco a comida.
–Fofo. – fala Nejire rindo.
–Irmã, você sabe que isso é considerado um beijo indireto né? – Yukine pergunta para mim.
–Claro que sei. – pisco para meu irmão.
–Como está a comida? – Mirio pergunta
Tamaki começa a ficar vermelho. Mas muito vermelho. Não acho que seja a vergonha.
–Aí meu deus Tamaki. – meu irmão começa a se desesperar pelo estado do moreno que está mais vermelho que o cabelo de Kirishima.
–Pega a água! – Nejire tenta manter a calma.
Eu pego um dos três copos de água e dou para Tamaki que bebe imediatamente. Ofereço o segundo copo, no qual ele não recusou.
–É um pouco apimentado. – ele diz por fim, nós rimos.
–Thamy come pimenta como tivesse comendo chocolate. – Yukine fala para o garoto. – Você foi bem, eu morreria se comesse isso.
Depois do jantar nós tiramos várias fotos depois decidimos voltar para casa. Como estava tarde eu e Yukine insistimos que eles aceitassem ir com a gente de carro. Yukine foi no banco da frente. Eu e os três fomos no banco de trás.
–Até mais Nejire. – me despeço da garota que é a primeira a desce.
–Eu acho engraçado, você está sempre sorrindo. – falo para Mirio
–Eu gosto de sorrir.
–Você me lembra o Kirishima, ele também está sempre sorrindo.
–Ele parece ser legal.
–E é
–Bom é aqui que eu desço.
–Tchau Mirio. – eu e Tamaki nos despedimos dele.
–Em pensar que você nem viria. – tento puxar assunto com o garoto ao meu lado.
–Achei que iria ficar desconfortável. Mas não. – Tamaki sorri tímido.
Não consigo falar nada, apenas o observo, ele é tão fofo e bonito. Tamaki é o tipo de pessoa que queremos guardar em um potinho e o proteger do resto do mundo. Seu olhar me fitando, suas bochechas vermelhas. Não resisto a subta vontade de colocar minha mão em seu rosto. Tamaki suspira com meu toque e fica ainda mais vermelho. Para minha infelicidade o carro para novamente.
–Até outro dia Tamaki. – dou um sorriso e retiro minha mão de seu rosto.
–Eu vi isso. – meu irmão passou por cima do banco dele vindo para o de trás.
–Que merda foi essa?– perguntei para meu gêmeo.
–O que?– ele se finge de doido.
–Você passou o tempo todo me empurrando para cima do Tamaki.
–Eu não fiz isso. – ele tanta se defender
–Você fez a gente ir comprar as coisas, sentar lado a lado, dividir a pipoca e ainda veio com aquele papo "Por que vocês não tiram uma foto juntos?".
–Mas a foto ficou linda. Quer que eu te mande?
–Manda logo. – não posso negar que amei a foto.