Capítulo 98
Marielle narrando
Dois dias se passaram e eu estava achanod a Isa meio estranha, estava mais sorridente e super disposta a me ajudar em tudo.
— Quando tudo isso passar, precisamos levantar nosso salão fora do morro – Ingrid fala
— Ou podemos ficar aqui – Isa fala
— Ficar aqui? – Ingrid pergunta
— É – ela fala – William não tirou tudo d evocês? – ela pergunta – reerguer tudo novamente vai anos, aqui só existe um salão no morro, você tem tudo montado Mari.
— Vamo dar tempo ao tempo – eu falo para ela e ela me encara
— Não quer ir embora por causa do Pedro? – Ingrid pergunta – eu já te dei uns conselhos.
— Não é porque não deu certo para vocês duas, que para mim não vai dar.
— E agora será mulher de bandido Isa? – Ingrid pergunta
— Acho que essa conversa está indo longe d emais – eu falo – Ingrid, deixa Isa com Pedro, eles estão felizes e é isso que importa.
— Me admiro você apoiar isso depois de tudo que passou.
— E olha só – eu falo para ela – me envolvi com um homem que não era um bandido e quebrei minha cara.
Ingrid fica em silêncio e Isa termina de arrumar as coisas.
— Cadê a Ana? – Isa pergunta
— Deve estar em casa – eu falo – eu não sei mais o que você fazer com essa menina.
— Deveria falar a verdade – Isa fala me encarando – contar a ela o que o pai dela fez, Ana está com uns papos tão infantil, sei lá. Talvez ela tenha que cair na realidade das coisas que estão acontecendo.
— Irei conversar com ela mais tarde – eu falo para ela. – e contar tudo sobre, tem algumas coisas passando do limite.
— Tipo o que? – Ingrid pergunta
— Coisas de mãe e filha – eu respondo e Ingrid me encara.
Eu vou até em casa mas chego lá e não encontro Ana em casa, pergunto a alguns vapores mas o mesmo me disseram que não sabia onde ela estava, fui até a boca e não encontrei nem ela e nem JK, já era assim dois dias, parecia que ela sabe o que eu queria falar com ela, eu fico parada na boca, com a mão sobre a cabeça, quando levo um susto e vejo Pesadelo atrás de mim
— Veio falar com JK? – ele pergunta
— Vim atrás da Ana – eu falo – mas ela não está aqui e nem ele.
— Eu já disse a ele para ficar longe dela – ele fala
— Eu também disse, mas pelo jeito não adiantou muito.
— Sua enteada também é bem arisca né – ele fala – vive atrás dele querendo – ele me encara.
— Eu preciso conversar com ela, sobre tudo.
— Sobre o pai dela? – ele pergunta
— Sim – eu respondo – sobre William, estou cansada de esconder as coisas das minhas meninas.
— Eu fiquei pensando sobre o que você me disse na boca aquele dia – ele fala e eu o encaro. – eu sinto muito por tudo que eu fiz com você.
— Seja um bom pai para Isa , é a única coisa que eu te peço – eu falo para ele.
— Estou dando o meu melhor – ele fala – mas eu falhei f**o com você.
— Não vou dizer que não me machuca lembrar do passado, porque me machuca de mais – eu falo para ele – me machuca muito. Então acho que é por isso que eu não quero falar sobre ele.
— Se eu soubesse que você iria passar por tudo isso, eu não tinha te mandado ir embora.
— Seria a mesma coisa – eu falo para ele – você também não teria mudado se eu tivesse ficado, não é verdade?
— Eu te mandei embora, exatamente por que eu – ele me encara – sabia que o lugar de vocês não era aqui.
— Precisamos dar um ponto final nessa história toda, porque se não, vamos viver presos no passado – eu falo para ele – eu vou atrás da Ana, preciso muito encontrar ela.
— Depois nos falamos então – ele fala e eu assinto com a cabeça.
Capítulo 99
Marielle narrando
Eu procuro ela por todos os cantos mas não encontro, mas dou de cara com Maisa saindo da escola.
— Marielle – ela me chama
— Oi – eu falo olhando para ela.
— Preciso te dar os parabéns – ela fala me encarando
— Porque? Hoje não é o meu aniversário – eu falo para ela.
— Sabe, eu sentia pena de você – ela fala me encarando – muita pena , me soliedarizei quando soube que William te traiu, falei para Augusto que sim, você precisava de ajuda, mas você não vale nem sequer uma moeda de 1 centavos.
— Eu não estou entendendo as suas ofensas.
— Além de sonsa, é burra – ela fala me encarando – você fez de tudo e conseguiu, eu e Augusto nos separamos por sua causa.
— Vocês se separaram? – eu pergunto
— Pode comemorar – ela fala – aliás, ir até a boca de camisola, no meio da noite, ficar se fazendo de vitima, para ele ficar com você. Parabéns, você fez comigo, o que todas as mulheres que William pegou fizeram com você e posso falar uma coisa, eu jamais trai Augusto e jamais faria isso e jamais seria amante de qualquer homem. Você não é digna de ajuda e nem de sentimentos de soloriedade, mas de pena quem sabe, pena da mulher baixa que você é, que é feliz alimentada pela dor de outras mulheres. Mas te digo uma coisa, onde uma mulher sai chorando, nenhuma outra é feliz.
— Eu jamais quis que você e ele se separasse – eu falo para ela
— Você é sonsa de mais – Maisa fala me encarando – se faz de santa, de ingênua, para ganhar a todos, mas você não me engana.
— Eu não quero enganar ninguém, eu já disse, não quero nada com ele – eu falo – quando tudo isso acabar, eu vou embora.
— Eu não entendo como Isa, uma garota tão especial, tão alegre, tão cheia de vida e de bem com a vida, cheia de valores foi criada por você – ela fala me encarando – uma mulher que destrói a vida de outras mulheres.
Ela sai andando e eu fico totalmente sem palavras, eu senti em suas palavras a magoa dela. Eu fico totalmente perdida , até que vejo Ana andando.
— Ana – eu chamo ela e ela me encara
— Mari – ela fala
— Precisamos conversar – eu falo – onde você estava?
— Dando uma volta no morro, não tem muita coisa para fazer aqui dentro – ela fala me encarando.
— Vamos lá para casa, precisamos conversar – eu falo para ela.