Não revisado;
Capítulo 4:
"O que acontece no meu quarto, fica no meu quarto."
Tamires Fernandes
A noite eu fui para o quarto do Diogo, ele ainda não tinha chegado e isso me deu mais tempo para me preparar, vou dizer a ele que fiquei com o Matt. Quem sabe ele não fica com ciúmes?
Já era quase duas da manhã e nada dele, acabei pegando no sono ali na sua cama. Acordo sentido um peso em cima de mim, abro olhos e vejo que o Diogo dorme com a cabeça em minha barriga e os braços ao redor do meu corpo, é impossível levantar sem acorda-ló, por isso fico observando ele dormir, ele fica com um semblante tão tranquilo nem parece que é um bobão, sorrio com esse pensamento, como consegue ser tão lindo? Penso enquanto faço massagem nos seus cabelos, o Diogo tem um cabelo castanho escuro quase preto, ele não é muito grande mas nem tão curto, tem uma quase barba que ele cultiva desde a adolescência, ele até tem braços fortes, mas não do tipo bombadão, e sim, gosto disso.
Sinto ele se movendo, e de repente seus olhos se abrem e ele me olha, Diogo abre o sorriso mais lindo do mundo, é tão bom acordar tendo esse espetáculo.
- Bom dia pateta.
- Bom dia gatinha. - após dizer isso ele sorri ainda mais e me abraça apertando minha cintura.
- Vamos tomar banho logo, não quero que a mamãe fique reclamando em pleno domingo. - tento me levantar mas o Diogo me segura.
- Não faz isso gatinha, aqui tá tão bom.
- Para de ser b***a Diogo, vamos levantar de uma vez.
- Tá bom. - ele me solta e eu me levanto ajeitando minha camisola que é um pouquinho curta, ontem eu tinha vestido isso de caso pensado só para provocar ele, mas agora que não é minha intenção fico meio envergonhada ao vê-ló olhando meu corpo assim, já estava saido do quarto quando o Diogo me puxa para dentro e fecha a porta a trancando.
- Lembra do que você me pediu a um ano atrás? - ele diz sério e meu coraçãozinho dá cambalhotas no meu peito. - No dia do seu aniversário?
- L-lembro sim. - tento não gaguejar mas é impossível.
- Eu preciso fazer de novo Tamires, penso naquele beijo todos os dias, ainda me lembro do sabor dos seus lábios. - ele diz aproximando sua boca da minha. - Eu posso?
Não respondo sua pergunta com palavras e sim com um beijo, imediatamente o Diogo me impressa na parede colando nossos corpos, ele desce seus lábios até o meu pescoço beijando o mesmo, percebo que mesmo depois de um ano a sensação é a mesma, na verdade ficou ainda melhor, em nada se compara com o beijo dos outros caras. O dele é intenso e cheio de paixão, como se isso fosse realmente certo, mesmo que saibamos que não.
Diogo vai andando para trás até me jogar na cama, caio deitada e ele sobe em cima de mim logo voltando a beijar minha boca, sinto o desejo tomar conta de mim e fico excitada, muito excitada! Nesse momento sinto o pênis dele duro na minha coxa, isso me traz uma nostalgia tão gostosa.
Ele desce distribuindo beijos pelo meu pescoço até meu b***o, suas mãos entram na minha blusa e vão direto para os meus s***s lhe dando contato direto com eles já que eu estava sem sutiã, ele brinca com o bico deles que já se encontram durinhos e empinados.
Seu toque é como uma descarga elétrica no meu corpo, que sai corroendo meus pensamentos, ainda me pergunto em que momento eu me apaixonei pelo meu irmão. Ele desce seus lábios até meus s***s, chupando um de cada vez, sinto sua língua entrar em contato com minha pele que arde de desejo e acabo deixando escapar um gemido baixinho, suas mãos estão nas laterais dos meus quadris, as mesma vão descendo em uma lentidão calculada que quase me fazem arrancar os cabelos, quando sua mão chega na barra do meu short alguém bate na porta, levamos um susto e o Diogo se levanta feito doido me olhando assustado enquanto passa as mãos que antes estavam em mim nos cabelo.
- Tamires e Diogo quero os dois lá embaixo em para o café da manhã, vocês tem cinco minutos! - ficamos em silêncio e logo ouvimos passos, ela deve ter ido, olho para o Diogo e ele parece está ansioso.
- O que acontece no meu quarto, fica no meu quarto. - ele diz enquanto me olha sério.
- Sem problemas. - me viro vou até a porta, mas ele me puxa me fazendo voltar.
- Jura? - diz me oferecendo o mindinho.
- Juro! - após juntar nossos mindinhos saio do quarto do Diogo direto para o meu, tomo um banho rápido e troco de roupa, colocando um short cintura alta mais solto e uma bata colorida, em seguida desci para o café. O Diogo já estava, no mesmo lugar de sempre, como se nada tivesse acontecido, me sento ao seu lado tentando parecer o mais normal possível, minha mãe me olha sorrindo.
- E então filha? - ela diz e olha rapidamente para o meu pai. - Não quer nos contar nada meu amor?
- Não que eu saiba mãe. - ai meu deus, será que ela ouviu algo? Não... se tivesse ouvido não teria perguntado a mim e sim ao Diogo.
- Seu pai te viu ontem a noite.
- Eu também o vi. - falo brincando para aliviar a m***a que eu tenho certeza que vem por ai.
- Ok, se você não quer falar eu falo. - olho para ela curiosa para saber o que eu fiz dessa vez. - Seu pai te viu nos fundos do jardim, dando uns... como vocês chamam hoje em dia? - ela parece pensar e então completa. - Uns amassos no Matt.
Nesse momento arregalo os olhos, como ele viu isso? De repente algo se colide com o chão fazendo um barulho enorme e logo em seguida espalhando vidro para tudo que é lado, todos olhamos para o Diogo assustados, ele parece que vai transbordar raiva, o mesmo já está de pé e me olha que como se eu tivesse feito a maior m***a da minha vida.
- O que m***a eu te disse sobre o Matt mesmo? - ele grita me olhando com uma intensidade quase tão grande quanto a de agora a pouco, mas nessa é notável a sua raiva.
- Calma filho, a sua irmã tem 16 anos. - minha mãe diz ainda com sua expressão de surpresa pela reação do meu irmão. - Eu acho que ela tem todo o direito de ter um namorado.
- Esse é a p***a do problema de vocês! - ele diz incisivo. - A Tamires ainda é uma menina, ela não sabe m***a nenhuma da vida, o Matt vai acabar traindo ela, e quando a mesma quebrar a cara somos nós que vamos minimizar os estragos.
- Não admito que você levante voz para falar com a sua mãe Diogo. - papai se levanta pegando no ombro do Diogo, o mesmo puxa o ombro de forma brusca, me dá uma última olhada, pega as chaves e sai de casa sem dizer mais nada.
Que loucura, será que ele ficou com ciúmes de mim e do Matt? Ou não... talvez seja só o instinto natural de p******o ou sei lá. A olhada que ele me deu antes de sair foi estranha, seus olhos não demonstravam mais raiva, e sim desapontamento e descrença, acho que pisei na bola.
[...]