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Entre Quatro Paredes.

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Blurb

Quando decidiu baixar um aplicativo de namoro, ela só queria conhecer alguém interessante. Não imaginava encontrar um garoto que parecia perfeito. As conversas viraram madrugadas em claro, as chamadas de vídeo se tornaram rotina e, depois do primeiro encontro, ambos tiveram a certeza de que estavam prontos para viver um grande amor.Mas o destino tinha outros planos.Na manhã seguinte, um toque na campainha transforma o início de um romance em um segredo impossível de revelar. De repente, o amor que parecia tão simples se torna proibido, e a única escolha que resta é fingir que nunca aconteceu.Entre olhares escondidos, encontros silenciosos e o medo constante de serem descobertos, eles precisarão decidir até onde vale a pena lutar por um sentimento que nunca deveria existir... ou que talvez nunca tenha sido errado.

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Capítulo 1 - Apaixonada pelo Futuro Irmão
Mudei de cidade logo depois de terminar o ensino médio. De repente, eu me vi sozinha em um lugar completamente desconhecido, longe de todos os meus amigos. A solidão pesava, e, em um impulso, baixei um app de relacionamentos, na esperança de encontrar alguém interessante. Dei match com Ethan. Algumas horas depois, ele me respondeu. Passamos semanas conversando todos os dias, trocando mensagens que ficavam cada vez mais longas e íntimas. Com o tempo, trocamos números e as conversas migraram para ligações e chamadas de vídeo. Sua voz grave e o jeito como ele ria me faziam sorrir sozinha no quarto. Depois de meses assim, decidimos que era hora de nos encontrarmos pessoalmente. Como eu queria algo seguro, marcamos no shopping. O papo fluía com naturalidade, e logo percebi que a conexão que sentíamos através da tela era ainda mais forte ao vivo. Seus olhos castanhos me observavam com uma intensidade que acelerava meu coração. Ele sentia o mesmo que eu — dava para ver no jeito como me olhava, no sorriso discreto e no modo como seus dedos roçavam os meus sem querer. Daí fomos para uma balada. A música pulsava ao nosso redor, as luzes coloridas dançavam sobre a pista lotada. Dançamos colados, corpos se movendo no mesmo ritmo, o calor aumentando entre nós. Em determinado momento, ele me puxou mais para perto. Nossos rostos se aproximaram devagar, o mundo ao redor pareceu desaparecer. Quando nossos lábios se encontraram, foi como se todo o tempo de espera explodisse ali. O beijo começou suave, quase hesitante, mas logo se aprofundou. Seus lábios eram quentes, exigentes, e eu correspondi com a mesma fome. Suas mãos deslizaram pela minha cintura, puxando-me contra o corpo dele, enquanto minha respiração se misturava à sua. O beijo se tornou intenso, urgente, carregado de desejo acumulado durante meses. Senti um arrepio percorrer minha espinha quando sua língua tocou a minha, lenta e sensual, e o mundo inteiro se reduziu ao calor daquela boca e ao aperto firme de suas mãos. Ofegante, afastei-me só o suficiente para perguntar: — Ethan, quer ir pra minha casa? Minha mãe tá no plantão da noite. Ele concordou com um olhar que dizia mais do que qualquer palavra. Assim que entramos em casa e fechei a porta da frente, não conseguimos mais nos conter. Voltamos a nos beijar com urgência, corpos colados contra a madeira fria. Suas mãos exploravam minhas costas, descendo até minha cintura, enquanto eu enfiava os dedos em seus cabelos. Entre beijos molhados e respirações entrecortadas, ele murmurou contra meus lábios: — Onde é o quarto? Apontei para as escadas, a voz rouca: — Lá em cima. Subimos as escadas quase sem nos desgrudar, tropeçando em risadas baixas e beijos roubados. Quando chegamos ao meu quarto, caímos na cama juntos. A luz suave do abajur iluminava nossos rostos, e por um momento ficamos apenas nos olhando, o ar carregado de expectativa. Antes de começarmos a tirar qualquer peça de roupa, ele segurou meu rosto com as duas mãos, o polegar acariciando minha bochecha com uma ternura que contrastava com o fogo em seus olhos. — Tô apaixonado por você, Maya — confessou, a voz baixa e rouca. Meu coração disparou. Puxei-o para outro beijo, profundo e lento, como se quisesse gravar aquele momento em cada célula do meu corpo. Nossas mãos começaram a explorar, tirando peça por peça com uma lentidão deliciosa. Senti o calor da sua pele contra a minha, o peso delicioso do seu corpo sobre o meu. Cada toque era uma descoberta: o contorno dos seus ombros, a linha firme das suas costas, o jeito como seus músculos se contraíam sob meus dedos. Ele beijava meu pescoço com devoção, descendo devagar, arrancando suspiros de mim. Minha respiração se tornava mais rápida à medida que suas mãos deslizavam por minhas coxas, abrindo espaço para si. Quando finalmente nos unimos, foi com uma lentidão torturante, nossos olhares presos um no outro. Senti cada centímetro dele, o calor, a pressão, o ritmo que começamos a criar juntos. Nossos corpos se moviam em sintonia, pele contra pele, respirações misturadas em gemidos baixos e nomes sussurrados. O prazer crescia devagar, intenso, como uma onda que se formava no horizonte. Ele murmurava no meu ouvido o quanto eu era linda, o quanto havia sonhado com esse momento. Minhas unhas arranhavam suavemente suas costas enquanto eu me entregava completamente, o desejo e o afeto se entrelaçando em cada movimento. O clímax nos encontrou juntos, um terremoto de sensações que nos deixou trêmulos e abraçados, corações batendo forte um contra o outro. Ficamos ali, enredados nos lençóis, trocando beijos preguiçosos e carícias suaves, como se nenhum dos dois quisesse que aquela noite terminasse. Até que o celular dele começou a tocar, quebrando o silêncio aconchegante do quarto. Ethan se levantou com relutância, atendendo a ligação enquanto passava a mão pelos cabelos bagunçados. — Oi, pai. Sim, eu já tô indo pra casa. Desligou e começou a vestir as roupas com movimentos lentos, como se também não quisesse ir embora. Antes de sair, voltou até a cama, inclinou-se sobre mim e me deu um beijo profundo, cheio de promessas silenciosas. Seus lábios ainda estavam quentes contra os meus quando murmurou: — Vamos marcar outro encontro? — Claro — respondi, sorrindo contra sua boca. Ele já estava quase na porta quando o chamei: — Ethan. Ele se virou, o olhar suave e curioso. Respirei fundo, o coração batendo forte. — Eu também tô apaixonada por você. Um sorriso lindo se abriu em seu rosto, iluminando todo o quarto. Ele piscou para mim antes de descer as escadas. Deitei na minha cama, o corpo ainda formigando de prazer e satisfação. O cheiro dele ainda estava nos lençóis. Fechei os olhos e adormeci com um sorriso nos lábios, completamente envolvida por aquela noite. Na manhã seguinte, desci as escadas e encontrei minha mãe parecendo nervosa, andando de um lado para o outro na cozinha. — Oi, mãe. O que aconteceu? — Cheguei agora pouco do plantão e vou passar no salão rapidinho. Vamos almoçar fora hoje. Eu volto daqui a pouco pra te buscar, esteja pronta, tá? Que estranho. Não me lembrava de nenhum almoço planejado. Mesmo assim, fiz o que ela pediu. Subi para me arrumar. Parei em frente ao espelho do quarto, observando meu reflexo: os cabelos ainda um pouco bagunçados da noite anterior, os lábios ligeiramente inchados dos beijos intensos e um brilho diferente nos olhos — uma mistura de felicidade e cansaço satisfeito. Escolhi um vestido leve e fluido que marcava sutilmente minhas curvas, passei um pouco de maquiagem e deixei os cabelos soltos. Sentia-me bonita, radiante, como se a noite com Ethan tivesse deixado uma marca visível em mim. Não demorou muito e minha mãe voltou, já arrumada. Estava belíssima: o vestido novo caía perfeitamente nela, realçando sua silhueta, e o cabelo recém-arrumado emoldurava seu rosto com elegância. — Vestido novo? — perguntei. — Sim. Comprei hoje — respondeu com um sorriso que não chegava a esconder o nervosismo. No caminho, a curiosidade me venceu: — Qual a ocasião especial desse almoço? Ela respirou fundo antes de responder: — Estamos indo pra casa do meu namorado. Ele quer te conhecer. — Mãe? Você tá namorando? Quando isso começou? — Pouco depois que nos mudamos — confessou, com um tom leve de culpa. Quando chegamos, fiquei impressionada. A casa dele era muito maior que a nossa, com uma fachada imponente e um jardim bem cuidado. Claramente, ele tinha dinheiro. Assim que a porta se abriu, ele deu um beijo carinhoso na bochecha da minha mãe. — Filha, deixa eu te apresentar. Esse aqui é o Leonardo, meu namorado. E vai ser seu padrasto em breve. Sorri educadamente, ainda processando a informação. Então ouvi uma voz vinda de dentro da casa: — Filho, vem cá conhecer sua madrasta e sua nova irmã. Meu coração quase parou quando vi quem descia as escadas. O mesmo sorriso, o mesmo corpo que havia estado sobre o meu na noite anterior. Ethan. Nossos olhares se encontraram e, por um segundo, o tempo congelou. O choque estampado em seu rosto provavelmente espelhava o meu. Era o Ethan. O mesmo Ethan que tinha passado a noite na minha cama. E agora... íamos ser irmãos postiços?

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