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UM NOVO CAMINHO PARA RECOMEÇAR (morro)

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intro-logo
Blurb

Vidigal – Rio de JaneiroÀs vezes, superar alguém é difícil, mas não impossível.O problema é que fica ainda mais complicado quando não se permite viver algo novo.Lara não se dá esse direito — e também não deseja nenhum relacionamento sério. Já Cobra vive preso ao passado. A morte da ex-namorada o deixou amargurado, e ele nunca se perdoou por não ter valorizado o que dizia sentir por Allana.Mas quando Lara cruza seu caminho, ele se vê forçado a encarar sentimentos que acreditava ter enterrado.Ela é destemida, teimosa, e carrega na bagagem mais do que a mudança de São Paulo para o Rio após a morte da avó — carrega dores, sonhos e uma coragem quase inconsequente.O que Lara não esperava era encontrar um homem carrancudo, mandão, e ainda assim capaz de fazê-la suspirar... e esquecer até seus próprios pensamentos.

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cap 01 não fala dela
Cobra . . Ser dono de morro não é fácil não, é ser muito visado e, a qualquer hora, ser pego pelos cana ou ser morto por qualquer um aí. Eu sei das minhas responsabilidades, sei dos procederes. Eu tô no certo pelo certo. Mas tá de tiração comigo? Duas da manhã nesse c****e, e esses baitola invadindo aqui. Só o c*****o desses alemão pra encher a p***a do meu saco. Já fui logo metendo meu fuzil nas costas e montando na moto. Sabe como é, né? Bagulho aqui é louco, foi só tiro pra todo lado. A comunidade tava toda vazia, claro, já tinha dado o aval pra ter hora de recolher. Tava pesado, a milícia vinha invadindo tudo querendo meu morro, só que aqui não ia ciscar não. Pra tomar isso aqui de mim tem que ter culhão, coisa que esses fracotes não têm. Vidigal é meu. Sou o dono e quero ver me peitar. — Qual é, esses cuzões não cansam de perder? — digo pra mim mesmo, me escondendo atrás de um mato pequeno. Arrumei o fuzil e apontei, comecei a atirar nesses filhos da p**a até não sobrar mais nenhum. — Tá onde, chefe? — R9 me pergunta pelo radinho. Paro de atirar, tiro o rádio de trás das costas e aperto o botão. — Rua 9, perto daquele beco. Mas vou descer que aqui tá tranquilo. — Tô indo pra aí, me espera. Balanço a cabeça em negação. Preciso de proteção não. Saio sozinho, olhando em volta. Fui no sapatinho até a entrada, até que alguém segura meu ombro. Miro a arma com tudo pra trás e destravo. R9 levanta os braços em rendição e me olha com os olhos arregalados. — Ô, segura a onda, patrão. — Reviro os olhos. — Tá louco de chegar assim, c*****o? — Me viro de frente, apontando pros caras. — Eles vão recuar. Já se foram mais da metade dos caras deles. — Claro que vão. — Atiro em um que estava saindo de um beco. — Algum dos nossos foi atingido? — Nenhum que eu saiba. Balanço a cabeça. Eu sei que posso perder algum homem, mas se nenhum morrer, melhor ainda. Os tiros foram abaixando aos poucos. Alguns recuaram, outros morreram aqui. Não tem jeito melhor de comemorar isso se não com bebida, mulher e churrasco. Numa hora a gente tava em guerra, outra hora tava todo mundo aqui em casa se divertindo pra p***a. Gente na piscina, as mulheres dançando e a música bem alta. Sentei na mesa com os caras ali, ouvindo de tudo que eles falavam. — Ah, aquela loira ali é maravilhosa — Gael disse do meu lado. — Tu não era gay? — Juca fala, e ele mostra o dedo pra ele. — Teu cu. — Loira? — R9 chega e olha. — Aquela mina que veio de SP? Gael assente. — Que mina é essa? — perguntei. — Sabrina. Ela veio morar aqui faz uns meses — Gael me responde. Dou de ombros. Apesar de saber que aqui todo mundo se conhece, não gostava de gente estranha. Mas eu sempre fazia festas em outras casas — tinha quatro por aqui — então pra mim tanto faz. Levantei pra pegar uma cerveja, fui até o freezer e peguei mais uma Brahma. Abri a latinha e já dei um longo gole. Uma mão passou pelos meus braços e olhei pro lado. A morena robusta sorriu pra mim e se aproximou mais. — Há tempos não te via assim, mais extrovertido — ela diz com uma voz sedutora, e eu suspirei. Hellen era o nome dessa mulher. Era linda, muito peito e b***a, dava uma ótima f**a e era até uma boa pessoa. — Fazia tempo mesmo — ela me olhou de cima a baixo enquanto eu bebericava mais um gole da cerveja. — Tem mais alguma coisa que você voltou a fazer? — ela passou a mão pelo meu peito, se insinuando. Esse era a p***a do problema. Eu não conseguia... — Hellen... — segurei a mão dela. — Vem, deixa eu tentar, vai — ela me puxa, e eu acabo indo. Eu não me sentia bem em fazer isso. Tinha alguma coisa que não me deixava. Ela me levou pra dentro de casa e entramos em um dos quartos. Hellen e eu já éramos conhecidos, transávamos sempre, antes dela. Hellen me empurrou na cama e subiu em cima de mim. Beijou meu peito e foi subindo pro pescoço. Eu não podia dizer que ela não tentava. Ela tenta. Nesse último ano, ela não deixou de vir atrás de mim. Muitas outras tentaram, mas eu não cedi pra ninguém. Não sentia vontade de f***r ninguém. Estava há um ano sem t*****r e queria mudar isso, mas não conseguia. Hellen subiu e beijou minha boca. Retribuí o beijo me esforçando também. Segurei seu cabelo e ela sorriu fraco no nosso beijo. — Eu sou sua — ela sussurrou, e eu franzi o cenho. "Eu sou sua, Cobra." Memórias dela vêm à minha mente e me levanto rapidamente, empurrando Hellen de cima de mim. Levanto rápido e ela me encara. Passo a mão no rosto. As lembranças com ela vêm como se tudo tivesse acontecido ontem. — Cobra, o que aconteceu com você? — ela fala, mas eu ignoro. Sento no banco encostado na parede em frente à cama e abaixo a cabeça. Essa sensação... era como se eu estivesse traindo ela. Nunca passa. E não quero fazer também. — Hellen, sai daqui — murmuro. Ela não fala nada. Vejo ela levantar da cama, irritada. — Que saco! Você virou um frouxo. — Fecho os olhos, já perdendo a paciência com a voz dela. — Não transa mais comigo por causa de uma garota que já tá morta? Isso é inacreditável. Levantei a cabeça na hora que ela falou. Ela estava se arrumando. Deve ter se arrependido na hora que falou, porque ela me olhou e começou a ir até a porta. Fui até ela e não deixei passar. Segurei o pescoço dela, prensando ela na parede. — Cobra... desculpa — ela disse. — Desculpa o c*****o — disse entre os dentes e apertei mais forte. Ela começou a se debater desesperadamente. Vejo seu rosto ficar roxo, mas não ligo. Vou até o fim. De repente, ela para de se mexer e fica mole nas minhas mãos. Largo o pescoço dela e ela cai no chão. Fiquei olhando o corpo dela jogado no chão. Fechei os olhos. — Não fala dela. [...] Sentei na cadeira e acendi um cigarro. Cheguei agora porque fui cobrar os vagabundos que não me pagaram. Já era 4 da tarde e eu ainda não tinha almoçado. Então já ia pedir alguma coisa pra comer enquanto resolvia outros bagulhos. — Aí — R9 entra na salinha. — A tia da Hellen tá aí fora. Me encostei na cadeira. — Mando ela vazar? — Não. Deixa ela entrar. Sabia que uma hora ela ia vir. Ele assentiu e saiu. Segundos depois, a tia da Hellen entra extremamente rápido, batendo tudo. Abriu a porta e fez o maior barulho. — Ô, sem caô, Regina — R9 fala pra ela. — Caô? HELLEN FOI PARAR NO HOSPITAL! — Trago mais um pouco do cigarro e coloco no cinzeiro. — Aí, tu teve sorte que eu não matei ela. Ela me olhou com ódio. — Cobra, eu sempre tive respeito, porque tu sempre comandou isso aqui tudo. Até quando tu começou a se envolver com minha sobrinha, eu não falava nada, mas... Cerro os olhos e levanto da cadeira. — Não fala o que tu não sabe. Chego perto dela e vejo ela arrumando a postura. — Tua sobrinha falou merda pra mim. E não importa quem seja, Regina. Se comentar o que não deve, vai pagar. Ela teve sorte que eu não estrangulei ela o suficiente. Ela engoliu em seco. — Todo mundo sabe como a Hellen é, sempre igual um cachorrinho atrás de você, Cobra. Seja lá o que a Hellen tenha te dito, desculpa ela. Hellen é apaixonada em tu. — Não me importa isso aí. É só ela não trombar mais no meu caminho. Não vou olhar na cara dela e fica tudo certo. Ela só assente e sai da salinha. R9 me olhou desconfiado e depois saiu pra fazer os bagulhos dele. . .

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