Cobra... Escuto um arranhar de garganta e separo o beijo da Lara. Ela vira pro outro lado, escondendo o rosto no meu peito, e eu olho pra ver quem foi o corajoso que me interrompeu. Encaro o engenheiro, que cruza os braços, olhando pra gente. — Por que não vão pra um motel e deixam a gente trabalhar? — ele levanta as sobrancelhas. Que pico de coragem foi esse? — Como é? — pergunto, só pra ver se não tô ficando louco. — Repete aí, pra eu ter certeza que escutei você dando ordem pra mim. — Não dei ordem nenhuma. Só disse que a gente vai voltar pro trabalho, se vocês derem licença — a voz dele vem cheia de desaprovação. — E se a gente não quiser? — falo, me afastando da Lara e me aproximando dele. — Você vai fazer o quê? — Para com isso... — Lara me segura pela mão. Olho pra baixo, d

