Iara... – Oi – olhei para frente, vendo a Clara e levantei as sobrancelhas em surpresa. Desde o ocorrido, eu não a tinha visto mais, mas sabia que ela conversou com a Alexandra para saber sobre o Felipe. – Oi! – me levantei e a cumprimentei. – Senta aqui – chamei para que ela se sentasse comigo no banco da pracinha. Pracinha essa que não tinha sequer uma barraca, tiraram tudo por conta das irregularidades, mas, com isso, muitos ficaram sem emprego. – Nunca mais te vi... você tá bem? – senti a necessidade de perguntar, já que ela estava em um estado bem diferente da última vez que a vi. O cabelo amarrado em um coque bagunçado, olheiras gigantes, e ela usava um conjunto de moletom cinza, com a calça também de moletom. Num calor de 35 graus. – Não – ela respondeu de forma sucinta, me

