Capítulo 136: Emanuele

355 Words

O som da tranca girando foi a minha rendição. Eu tinha aberto a porta. Ele entrou. Devagar. O rosto pálido, calmo. Os olhos verdes, mortos. A ausência de fúria era mil vezes mais aterrorizante do que os gritos. Ele me viu, encolhida no canto mais distante, e viu a navalha na minha mão. Nem isso eu soube esconder direito. Um desprezo frio repuxou o canto da sua boca. Eu a ergui, a mão tremendo tanto que a lâmina refletia a luz em flashes erráticos. — Fique longe... — Nem sei se falei, ou imaginei ter falado. Não tinha importância. Ele não parou. Continuou vindo em minha direção, lento, como um lobo que sabe que o coelho não tem para onde correr. Ele estendeu a mão aberta, um comando silencioso para que eu entregasse minha arma patética. Fiquei paralisada. E ele, rápido como uma co

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