Segurei o bilhete, o papel barato amassando em minha mão. A mente corria, analisando quem poderia tê-lo enviado. Emanuele, a sobrevivente esperta e irritante, para provar que me controlava? Viviana, como um teste para ver se seu neto era esperto, ou uma lição para eu tomar mais cuidado com o que perco? Ou... o próprio Don Vittorio, o autor da armadilha? Eu sabia que era um convite para o perigo. Mas o celular era perigoso demais para estar fora do meu alcance. Não havia escolha. Meu amor dependia disso. O meu filho. Saí do quarto sem me preocupar em executar a mesma rotina de fuga da noite anterior. A sensação era diferente. Ao passar pelo corredor principal, as guardie que estavam de plantão me viram. E não fizeram nada. Apenas assentiram com a cabeça, os olhos vazios. O que por si só

