Capítulo 224: Emanuele

1091 Words

A porta do banheiro bateu, mas o som não foi suficiente para abafar o zumbido nos meus ouvidos. Fiquei parada no meio do quarto, as pernas tremendo, a pele das minhas nádegas ardendo como se tivesse sido marcada a ferro. O vestido rasgado pendia do meu corpo, um lembrete da minha derrota. Levei a mão para trás, tocando a pele sensível. Doía. Mas, mais do que a dor, o que queimava era a indignação. Ele achava que podia fazer isso? Me bater como se eu fosse uma criança, rasgar minhas roupas e depois simplesmente virar as costas e ir tomar banho? A raiva, fria e lúcida, começou a substituir o choque. Não. Eu não ia ficar ali chorando encolhida na cama, feito uma pobre coitada. Eu não ia deixá-lo ter a última palavra e dormir tranquilo achando que tinha me "domado". Eu era uma Rossi agora

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