Eu m*l tinha dado cinco passos pelo corredor, seguindo o tradutor, quando uma voz rouca e potente soou atrás de nós. — Aspetta, ragazza. Nós dois paramos. Eu me virei e vi a avó, Viviana, caminhando lentamente em nossa direção, o som de sua bengala chique batendo ritmicamente no mármore. Ela se aproximou e disse algo curto e imperativo para o meu guarda-costas. Ele assentiu e recuou, parando a uma distância respeitosa, nas sombras do corredor. Viviana agora estava ao meu lado, e ela mesma me indicou o caminho com a cabeça. Começamos a andar, lado a lado. — O que achou do ragù? — Ela perguntou, em seu português perfeito. A pergunta me pegou de surpresa. — O... o quê? — O ragù. — Ah... — Fingi que entendi. — Eu, bem... eu cuspi ele todo depois que me engasguei. Ela parou e

