A pergunta dele pairou no ar, um desafio. "Parola d'onore?". Para a nossa conversa, ele preferiu que a tivéssemos na sala de estar, no espaço comum. Ele ajustou a camisa suada, abotoando-a o suficiente para se cobrir, e fomos para lá. Enquanto ele pegava seu celular de cima de uma cômoda no meu quarto, percebi que o aparelho não estava sozinho. Havia uma carteira, um relógio e um par de chaves. Ele já tinha deixado algumas de suas coisas ali. Aquele era o quarto dele primeiro. O constrangimento me atingiu novamente, com mais força. Tudo tinha nascido do meu erro, da minha invasão. Mas agora, sentados nos sofás caros, um de frente para o outro, era hora de ir ao que interessava. Ele me estendeu o celular. A tela do tradutor estava aberta. E ele fez um gesto para que eu falasse primeir

