O som da maçaneta girando freneticamente cortou o silêncio da minha suíte. Eu estava deitado, ainda acordado, com um livro de Maquiavel descansando sobre o peito. Meu corpo reagiu antes do meu cérebro. Em um movimento fluido, levantei-me da cama e minha mão direita deslizou para a gaveta da mesa de cabeceira, os dedos envolvendo a coronha fria da minha Beretta prateada. — Abra agora, Romeo! A voz de Dante veio abafada pela madeira maciça, seguida por batidas irritadas que ameaçavam tirar a porta das dobradiças. Soltei o ar, revirando os olhos, e empurrei a gaveta de volta com um golpe displicente. Relaxei os ombros. Não era um assassino. Era apenas o meu irmão mais novo tendo mais um dos seus ataques de moralidade ou fúria. Caminhei até a porta, destrancando a fechadura pesada. Eu tin

