Eu precisava acalmar os nervos. E na villa havia um lugar perfeito para isso. Um lugar para um homem afogar as mágoas ou criar coragem para fazer algo que pode custar sua vida. Saí do quarto, decidido. Emanuele ainda estava no sofá da sala. Ela se ergueu quando me viu, a boca se abrindo para falar. Eu estava decidido a passar direto, sem perder tempo, ignorando-a. Mas então ela segurou meu pulso, a mão dela surpreendentemente firme, fazendo-me parar. — Cosa è successo? — Ela perguntou, em italiano, aquela pronúncia ensaiada que, naquele momento, começou a me irritar. Olhei para ela, e toda a ira pelo que poderia acontecer, todo o medo pela vida de Chiara, toda a frustração do meu cativeiro me queimaram por dentro, escapando no meu olhar e no meu tom amargo. — Stammi lontano. E no

