Pela primeira vez, vi Palermo à luz do dia. O sol da manhã era forte, uma luz branca e implacável que banhava a cidade, transformando o que à noite parecia um labirinto de sombras em um cenário dourado e vibrante. Dante estava dirigindo. Ele dispensou o motorista, o que me deixou tensa no início, mas logo percebi que ele parecia relaxado ao volante, uma mão guiando o carro com firmeza, a outra apoiada na janela aberta. Ele não disse para onde íamos, apenas dirigiu. E eu não sabia se era de propósito ou se era apenas o caminho natural, mas passamos por tudo o que eu tinha visto nas ilustrações dos livros da biblioteca do Palazzo. Passamos pelos Quattro Canti, o cruzamento barroco onde as quatro fachadas curvas pareciam se abraçar, cada uma com uma fonte e estátuas de reis espanhóis. Pas

